PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024
Menino, 6 anos de idade, é trazido ao consultório com história de episódios recorrentes de tosse seca, especialmente à noite, e sibilância ocasional nos últimos 6 meses. Há 2 semanas esses sintomas se intensificaram, acompanhados de dispneia leve associada aos esforços físicos. Nega febre e apresenta expectoração de caráter mucóide, eventual. O pai menciona que há um histórico de asma na família. Ao exame físico, notam-se sibilos expiratórios bilaterais.Na gestão clínica dessa criança, indique. entre os seguintes critérios, o mais útil para avaliar, a longo prazo. a eficácia do tratamento e controle da doença:
Uso frequente de SABA (resgate) = Controle inadequado da asma e ↑ risco de exacerbação.
A frequência do uso de medicação de resgate (SABA) é um dos principais indicadores clínicos de controle da asma a longo prazo e preditor de exacerbações futuras.
A asma é a doença crônica mais comum na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O objetivo do tratamento é o controle dos sintomas e a minimização dos riscos futuros, como exacerbações e remodelamento das vias aéreas. O manejo baseia-se em um ciclo contínuo de avaliação, ajuste do tratamento (etapas do GINA) e revisão da resposta. Para residentes, entender que a asma é uma doença dinâmica é crucial. A dependência de medicação de resgate é um sinal de alerta que exige revisão da técnica inalatória, adesão ao tratamento e possível escalonamento da terapia controladora. O foco deve ser sempre na educação do paciente e da família para o automanejo e reconhecimento precoce de sinais de descontrole.
O controle da asma é avaliado em dois domínios: controle atual dos sintomas e risco futuro de desfechos adversos. O controle dos sintomas é verificado nas últimas 4 semanas considerando: sintomas diurnos (>2x/semana), qualquer despertar noturno por asma, necessidade de medicação de resgate (>2x/semana) e qualquer limitação de atividade. Se nenhum critério estiver presente, a asma está bem controlada; 1-2 critérios indicam controle parcial; 3-4 indicam asma não controlada.
O uso frequente de broncodilatadores de curta ação (SABA), como o salbutamol, indica que a inflamação das vias aéreas não está sendo adequadamente suprimida pela terapia de manutenção (geralmente corticoides inalatórios). O uso de 3 ou mais frascos de SABA por ano está associado a um risco aumentado de exacerbações graves, enquanto o uso de 12 ou mais frascos por ano está ligado a um maior risco de morte relacionada à asma.
Não. Embora a espirometria seja fundamental para o diagnóstico e para avaliar o risco futuro (um VEF1 baixo é preditor de exacerbação), ela não é necessária em todas as consultas de rotina para avaliar o controle clínico. Em crianças, recomenda-se a realização no início do tratamento, após 3-6 meses de terapia controladora para estabelecer o 'melhor pessoal' e, posteriormente, periodicamente (ex: anualmente) ou se houver perda de controle clínico.
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