IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Um paciente de 28 anos, portador de asma desde a infância e em uso de salbutamol spray 3x/sem, apresenta quadro de doença leve parcialmente controlada. Descreve despertares noturnos no último mês. Que medicação de uso prolongado é a mais indicada para ser associada ao medicamento atualmente usado pelo paciente para o controle da doença?
Asma parcialmente controlada com B2A de resgate >2x/sem → adicionar corticoide inalatório.
O paciente apresenta asma parcialmente controlada, evidenciada pelo uso frequente de salbutamol (beta-2-agonista de curta duração) e despertares noturnos. A diretriz GINA recomenda, para asma leve persistente ou parcialmente controlada, a introdução de um corticoide inalatório como terapia de manutenção para reduzir a inflamação subjacente.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O controle da asma é fundamental para prevenir sintomas, exacerbações e declínio da função pulmonar. Um paciente que usa salbutamol (um beta-2-agonista de curta duração, SABA) três vezes por semana e tem despertares noturnos no último mês, mesmo com asma leve, indica um controle inadequado da doença. As diretrizes globais para o manejo da asma (GINA) enfatizam que o tratamento da asma deve ser escalonado com base no nível de controle. Para pacientes com asma leve persistente ou parcialmente controlada, o uso de SABA mais de duas vezes por semana ou a presença de despertares noturnos são indicadores para iniciar ou intensificar a terapia de controle. A medicação de controle mais eficaz e de primeira linha é o corticoide inalatório (CI). O corticoide inalatório atua reduzindo a inflamação subjacente nas vias aéreas, que é a causa principal dos sintomas da asma. Sua introdução como terapia de manutenção é crucial para melhorar o controle dos sintomas, diminuir a necessidade de medicação de resgate e prevenir exacerbações. Beta-2-agonistas de longa duração (LABA) isoladamente não são recomendados e corticoides orais em altas doses são reservados para exacerbações graves ou asma refratária, devido aos seus efeitos colaterais sistêmicos.
A asma é considerada parcialmente controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos devido à asma, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou limitação da atividade devido à asma.
O corticoide inalatório é a medicação de primeira linha para o controle da inflamação crônica das vias aéreas na asma. Ele reduz a hiperresponsividade brônquica, a frequência e a gravidade dos sintomas, e o risco de exacerbações.
Beta-2-agonistas de longa duração (LABA) nunca devem ser usados isoladamente na asma, pois podem mascarar a inflamação subjacente e aumentar o risco de eventos adversos graves. Eles devem ser sempre combinados com um corticoide inalatório.
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