UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 48a, relata dispneia aos grandes esforços há dois anos e chiado no peito há seis meses. Nega episódios semelhantes anteriormente. Atualmente faz móveis por encomenda na garagem de sua residência, local pouco ventilado. Trabalhou como carpinteiro uma fábrica de móveis por 12 anos. O DIAGNÓSTICO É:
Asma ocupacional = asma induzida por exposição no trabalho, com melhora fora do ambiente.
A asma ocupacional é caracterizada pelo desenvolvimento de sintomas respiratórios (dispneia, chiado) devido à exposição a agentes sensibilizantes ou irritantes no ambiente de trabalho, com melhora fora dele.
A asma ocupacional é uma doença pulmonar inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por obstrução variável do fluxo aéreo e hiperresponsividade brônquica, que é causada por agentes presentes no ambiente de trabalho. É uma condição importante na medicina do trabalho e na pneumologia, com impacto significativo na qualidade de vida do paciente e na sua capacidade laboral. A identificação precoce e a remoção da exposição são cruciais para um bom prognóstico. O diagnóstico da asma ocupacional é fundamentalmente clínico, baseado na história de exposição ocupacional e na relação temporal entre os sintomas respiratórios (dispneia, chiado, tosse, aperto no peito) e o ambiente de trabalho. Os sintomas tipicamente melhoram nos fins de semana ou férias e pioram ao retornar ao trabalho. A espirometria pode mostrar obstrução reversível. No caso apresentado, o paciente é carpinteiro, exposto a poeiras de madeira, um conhecido agente sensibilizante, e relata sintomas relacionados ao trabalho atual e anterior. O manejo da asma ocupacional envolve, primeiramente, a identificação e eliminação ou redução da exposição ao agente causal. Isso pode implicar em mudanças no ambiente de trabalho ou, em casos mais graves, na realocação do trabalhador. O tratamento farmacológico é semelhante ao da asma não ocupacional, com broncodilatadores e corticosteroides inalatórios. O prognóstico é melhor quando o diagnóstico é precoce e a exposição é cessada, prevenindo a cronicidade e a irreversibilidade da doença.
Os agentes podem ser sensibilizantes (como poeiras de madeira, isocianatos, enzimas, animais) ou irritantes de alta concentração. A exposição a poeira de madeira é um fator de risco comum para carpinteiros.
O diagnóstico baseia-se na história clínica de sintomas respiratórios relacionados ao trabalho, testes de função pulmonar (espirometria com broncodilatador) e, idealmente, testes de provocação específicos ou monitoramento do pico de fluxo expiratório no trabalho e fora dele.
Asma ocupacional é uma asma *nova*, causada pela exposição no trabalho. Asma relacionada ao trabalho é uma asma preexistente que é *agravada* pelas condições ou exposições no ambiente de trabalho.
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