UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Paciente de 7 anos vem comparecendo de forma recorrente à unidade básica de saúde com quadro de tosse e sibilância. Nos últimos 9 meses foram 4 consultas com prescrição de corticoide oral e broncodilatador para uso por 5 dias. Há 3 meses foi prescrito beclometasona inalatória para uso diário (400 mcg/dia) além de orientações sobre redução de alérgenos e irritantes ambientais, mas o paciente não apresenta controle clínico da doença. Qual a conduta mais adequada?
Asma não controlada em criança com corticoide inalado → Avaliar adesão e técnica inalatória antes de escalar.
Antes de aumentar a dose ou adicionar novas medicações para asma não controlada, é fundamental avaliar a adesão do paciente ao tratamento e a correta técnica de uso dos inaladores. Muitos casos de falha terapêutica se devem a erros na administração ou uso irregular da medicação.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. O controle da asma é fundamental para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e garantir o desenvolvimento pulmonar adequado. O tratamento de manutenção, geralmente com corticosteroides inalatórios, é a pedra angular da terapia para asma persistente. Quando uma criança apresenta asma não controlada, apesar do uso de medicação profilática, é imperativo realizar uma avaliação abrangente antes de simplesmente escalar o tratamento farmacológico. Fatores como a adesão ao tratamento (uso regular e conforme prescrição), a técnica inalatória correta (uso adequado do dispositivo e espaçador, se aplicável) e a exposição contínua a alérgenos ou irritantes ambientais são causas muito comuns de falha no controle da doença. Somente após a verificação e correção desses fatores, e se o controle ainda não for alcançado, deve-se considerar a modificação da terapêutica, como o aumento da dose do corticoide inalado ou a adição de um broncodilatador de longa ação. A educação do paciente e dos pais sobre a doença e o manejo da medicação é um componente essencial para o sucesso do tratamento da asma.
Os primeiros passos incluem verificar a adesão ao tratamento, a técnica inalatória, a exposição a gatilhos ambientais e a presença de comorbidades que podem mimetizar ou agravar a asma.
Uma técnica inalatória incorreta impede que a medicação atinja as vias aéreas de forma eficaz, resultando em subdosagem e falha no controle dos sintomas, mesmo com a medicação prescrita corretamente.
A escalada da terapêutica deve ser considerada apenas após a exclusão de fatores como má adesão, técnica inalatória inadequada e exposição persistente a gatilhos, e se o paciente ainda apresentar sintomas persistentes.
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