HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Paciente masculino de 37 anos, retorna no ambulatório de Clínica Médica onde faz acompanhamento devido a asma diagnosticada há doze anos. Apesar de ter sido aumentada a dose de medicação na última consulta para Beclometasona 500mcg a cada 12 horas + Formoterol 12mcg a cada 12 horas, permanece com sintomas diários de sibilância e tosse seca, além de despertar noturno por broncoespasmo pelo menos duas vezes por semana, embora não tenha necessidade de buscar atendimentos médicos de emergência. A técnica de uso dos dispositivos inalatórios está adequada, assim como as medidas ambientais. Assinale a alternativa com o passo mais adequado a realizar nesta consulta.
Asma não controlada apesar de tratamento otimizado → investigar e tratar comorbidades.
Em pacientes com asma que permanece não controlada mesmo com doses adequadas de corticosteroides inalatórios e broncodilatadores de longa ação, é crucial investigar ativamente comorbidades como refluxo gastroesofágico, rinite alérgica, obesidade ou disfunção de cordas vocais, que podem perpetuar os sintomas e dificultar o controle da doença.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. Seu manejo envolve uma abordagem escalonada, com corticosteroides inalatórios e broncodilatadores de longa ação sendo a base do tratamento. A importância de um controle adequado reside na prevenção de exacerbações, melhora da qualidade de vida e redução da mortalidade. Quando um paciente com asma permanece sintomático apesar de um tratamento otimizado e adesão adequada, é crucial reavaliar o diagnóstico e, principalmente, buscar ativamente comorbidades. Condições como refluxo gastroesofágico, rinite alérgica, obesidade, disfunção de cordas vocais e apneia obstrutiva do sono podem mimetizar ou agravar os sintomas da asma, impedindo o controle da doença. O tratamento dessas comorbidades é um passo essencial antes de escalar para terapias mais complexas ou considerar o encaminhamento para asma grave. A identificação e manejo dessas condições associadas podem levar a uma melhora significativa no controle da asma, otimizando a resposta ao tratamento e evitando a necessidade de medicamentos mais potentes ou visitas de emergência.
Comorbidades como refluxo gastroesofágico, rinite alérgica, obesidade, disfunção de cordas vocais e apneia obstrutiva do sono podem exacerbar os sintomas da asma e impedir seu controle adequado, mesmo com tratamento otimizado.
A asma é considerada não controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos frequentes (>2x/semana), despertares noturnos, necessidade de resgate (>2x/semana) ou limitação de atividades, apesar do uso regular da medicação de manutenção.
Uma técnica inalatória correta é fundamental para garantir que a medicação atinja as vias aéreas de forma eficaz. Uma técnica inadequada é uma causa comum de asma não controlada e deve ser sempre verificada.
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