UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Menino de 4 anos com asma é atendido em ambulatório. A mãe informa que o filho está em uso de beclometasona via inalatória na dose de 100mcg/dia há quatro meses, porém, nesse período, apresentou dois quadros de broncoespasmo com necessidade de corticoide oral. Há quatro semanas, ele tem utilizado beta 2-agonista de curta ação, duas vezes por semana, para controle dos sintomas. Ao exame, a ausculta pulmonar é normal. Nesse caso, a melhor opção terapêutica é:
Asma não controlada em criança com ICS de baixa dose → dobrar dose de ICS ou adicionar antileucotrieno.
O uso de beta 2-agonista de curta ação mais de duas vezes por semana e a necessidade de corticoide oral para exacerbações indicam asma não controlada. O próximo passo terapêutico para crianças em baixa dose de corticoide inalatório é geralmente dobrar a dose do corticoide inalatório ou adicionar um antileucotrieno.
A asma é uma doença crônica comum na infância, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e garantir o desenvolvimento pulmonar normal. A avaliação do controle da asma é fundamental para guiar as decisões terapêuticas, sendo definida pela frequência de sintomas, uso de medicação de resgate e ocorrência de exacerbações. O tratamento baseia-se em corticosteroides inalatórios (ICS) como terapia de controle principal. A fisiopatologia da asma envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, levando à inflamação eosinofílica das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas recorrentes de sibilância, tosse, dispneia e aperto no peito, especialmente à noite ou com exercícios. A suspeita de asma não controlada surge quando, apesar do tratamento de manutenção, a criança apresenta sintomas frequentes ou exacerbações. Nesses casos, é essencial revisar a técnica inalatória, a adesão ao tratamento e afastar fatores desencadeantes antes de escalonar a terapia. O tratamento da asma em crianças segue um modelo de passos, onde a terapia é ajustada para cima ou para baixo conforme o controle da doença. Para asma não controlada em baixa dose de ICS, o próximo passo é geralmente aumentar a dose do ICS ou adicionar um modificador de leucotrienos. A associação de um beta 2-agonista de longa duração (LABA) com ICS é uma opção para asma mais grave. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a falta de controle pode levar a remodelamento das vias aéreas e declínio da função pulmonar. É vital educar os pais sobre o plano de ação da asma e o reconhecimento de sinais de piora.
A asma é considerada não controlada em crianças quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, uso de beta 2-agonista de curta ação mais de duas vezes por semana, qualquer limitação de atividade ou despertar noturno devido à asma, ou exacerbações que requerem corticoide oral.
Para crianças em baixa dose de corticoide inalatório com asma não controlada, a conduta inicial para escalonamento é geralmente dobrar a dose do corticoide inalatório ou adicionar um antileucotrieno oral, conforme as diretrizes atuais de tratamento da asma.
Em crianças pequenas, a associação de LABA com corticoide inalatório é geralmente reservada para asma moderada a grave que não responde ao aumento da dose de corticoide inalatório ou à adição de antileucotrienos. LABAs nunca devem ser usados como monoterapia na asma.
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