Asma em Adolescentes: Manejo da Asma Não Controlada

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2017

Enunciado

Adolescente de 12 anos, com diagnóstico de asma, faz uso de beclometasona spray 750 mcg/dia há 3 meses. Procura serviço de atendimento ambulatorial referindo que há 3 semanas vem apresentando tosse noturna 2-3x/semana e necessidade de broncodilatador de resgate 3-4x/semana durante o dia. Qual é a conduta para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Aumentar a dose de beclometasona para 1.250 mcg/dia.
  2. B) Solicitar radiografia simples de tórax e de seios da face, e realizar prova de função pulmonar.
  3. C) Iniciar a associação de corticoide inalatório com broncodilatador de longa duração, diariamente, em substituição à beclometasona.
  4. D) Iniciar broncodilatador de longa duração e anti-histamínico em substituição à beclometasona.
  5. E) Encaminhar para fisioterapia respiratória e associar prednisolona 1 mg/kg/dia para manutenção do tratamento.

Pérola Clínica

Asma não controlada com CI em dose média → associar LABA ao CI.

Resumo-Chave

O paciente apresenta asma não controlada (sintomas noturnos 2-3x/semana, uso de resgate 3-4x/semana) apesar do uso de corticoide inalatório (CI) em dose média. A conduta correta, conforme as diretrizes, é adicionar um broncodilatador de longa duração (LABA) ao CI, otimizando o controle da doença.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas, incluindo adolescentes. O manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e evitar complicações a longo prazo. A classificação do controle da asma é baseada na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitação de atividades. A fisiopatologia da asma envolve inflamação das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, complementado por espirometria. A suspeita de asma não controlada surge quando o paciente, apesar do tratamento, apresenta sintomas frequentes ou necessidade de broncodilatador de resgate. O tratamento da asma segue uma abordagem escalonada. Para asma persistente moderada não controlada com corticoide inalatório em dose média, a diretriz GINA recomenda a adição de um broncodilatador de longa duração (LABA) ao corticoide inalatório. Essa combinação otimiza o controle dos sintomas e a função pulmonar, sendo um ponto chave para a prática clínica e provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para asma não controlada em adolescentes?

Asma não controlada é definida pela presença de sintomas diurnos >2x/semana, uso de broncodilatador de resgate >2x/semana, qualquer sintoma noturno ou limitação de atividade, mesmo com tratamento.

Por que a associação de CI e LABA é preferível a apenas aumentar a dose do CI?

A associação de corticoide inalatório (CI) com um broncodilatador de longa duração (LABA) oferece um controle superior da asma, pois atua em diferentes mecanismos da doença, melhorando a função pulmonar e reduzindo exacerbações de forma mais eficaz do que apenas aumentar a dose do CI.

Quais são os principais pilares do tratamento da asma persistente?

Os pilares do tratamento da asma persistente incluem o uso regular de corticoides inalatórios para controle da inflamação e broncodilatadores de curta duração para alívio dos sintomas. Em casos de asma não controlada, a adição de LABA ou outras terapias é indicada.

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