UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Moana, 12 anos, comparece a UBS acompanhada da mãe, relatando que a bombinha para asma não está mais funcionando. Moana tem asma diagnosticada desde os 9 anos, na ocasião com espirometria normal. Nunca esteve internada e vinha fazendo uso de salbutamol nas crises cerca de 2 vezes por mês. Há cerca de 6 semanas vem se queixando de tosse e chiado no peito quase diariamente, com uso de salbutamol 3 vezes por dia em dias alternados. Não sente limitação para as atividades físicas e nega despertares noturnos. No momento da consulta, Moana está em bom estado geral, afebril, FC = 80 bpm, levemente taquipneica (FR = 31 mrpm), sem presença de tiragens ou sinais de esforço respiratório, com sibilos difusos, sem dificuldade para falar. A respeito da conduta frente a esse caso, é correto afirmar que ela tem asma:
Asma não controlada + crise leve-moderada → Beta-2 agonista + corticoide oral + ajuste tratamento de base.
A paciente apresenta asma não controlada (sintomas quase diários, uso frequente de resgate) e uma crise leve-moderada (FR 31, sibilos, sem esforço respiratório grave). O manejo inclui tratamento da crise com broncodilatador e corticoide oral, além de ajuste do tratamento de manutenção e reavaliação precoce.
A asma é uma doença crônica comum na infância, e seu manejo adequado é fundamental para prevenir exacerbações e garantir boa qualidade de vida. A avaliação do controle da asma e a identificação da gravidade das crises são etapas cruciais para guiar a conduta terapêutica, conforme as diretrizes nacionais e internacionais (como a GINA). A paciente Moana apresenta critérios de asma não controlada, com sintomas quase diários e uso frequente de salbutamol nas últimas 6 semanas. Embora não tenha despertares noturnos ou limitação de atividades físicas, a frequência dos sintomas diurnos e do uso de medicação de resgate já a classifica como não controlada. A crise atual, com taquipneia leve (FR 31 para 12 anos é elevada, mas sem esforço respiratório grave) e sibilos difusos, sem dificuldade para falar, sugere uma crise leve-moderada. A conduta para uma crise de asma leve-moderada inclui a manutenção do beta-2 agonista (salbutamol) por 48 horas e a introdução de corticosteroide oral por 3 a 7 dias para reduzir a inflamação e prevenir recidivas. Além disso, é imperativo ajustar o tratamento de base da asma, que provavelmente necessita de um passo acima na escada terapêutica (ex: aumento da dose de corticosteroide inalatório ou adição de outro controlador). Um retorno precoce é indicado para reavaliar o controle e a adesão ao novo plano terapêutico.
O controle da asma é avaliado pela frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de resgate e limitação de atividades. Sintomas quase diários e uso frequente de salbutamol indicam asma não controlada.
A conduta inicial inclui a administração de beta-2 agonista de curta ação (ex: salbutamol) e corticosteroide oral (ex: prednisona) por 3 a 7 dias. É crucial reavaliar o tratamento de manutenção após o controle da crise.
O tratamento de base da asma deve ser ajustado quando a asma está não controlada, ou seja, quando o paciente apresenta sintomas frequentes, despertares noturnos ou necessidade de uso de medicação de resgate, mesmo fora das crises agudas.
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