Classificação e Tratamento da Asma Não Controlada em Crianças

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013

Enunciado

Menina com 12 anos de idade tem diagnóstico de asma desde os três anos de idade, sem acompanhamento adequado há seis meses. Comparece à Unidade Básica de Saúde por apresentar, nas últimas quatro semanas, dificuldade para realizar atividades físicas, com necessidade de uso de medicação três ou mais vezes por semana, e vários despertares noturnos devido à tosse. Ao exame físico, apresenta sibilos inspiratórios ao esforço. A classificação e o tratamento para o controle clínico desse quadro são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Asma moderada; deve ser iniciado corticoide inalatório associado ao montelucaste.
  2. B) Asma persistente leve; deve ser iniciado um broncodilatador de ação longa por três meses.
  3. C) Asma parcialmente controlada; deve ser iniciado corticoide inalatório e broncodilatador de ação longa.
  4. D) Asma induzida por exercício; deve ser prescrito broncodilatador de ação curta e montelucaste.
  5. E) Asma não controlada; deve ser iniciado broncodilatador de ação curta e corticoide inalatório.

Pérola Clínica

Sintomas >2x/sem + despertares noturnos + limitação de atividade = Asma Não Controlada.

Resumo-Chave

A asma é classificada como não controlada quando o paciente apresenta sintomas frequentes, despertares noturnos e limitação funcional, exigindo step-up terapêutico imediato com corticoide inalatório.

Contexto Educacional

O manejo da asma mudou drasticamente nos últimos anos, focando na segurança do paciente e na prevenção de exacerbações. A identificação do nível de controle é o primeiro passo para o ajuste terapêutico. Em pediatria, a educação da família sobre o uso de dispositivos inalatórios e a adesão ao tratamento de manutenção (corticoides) são pilares fundamentais para evitar o remodelamento das vias aéreas e garantir qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para asma não controlada segundo o GINA?

Segundo o GINA, a asma é considerada não controlada se, nas últimas 4 semanas, a criança apresentar 3 ou mais dos seguintes critérios: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de resgate (SABA) mais de duas vezes por semana ou qualquer limitação de atividade física devido à doença. No caso clínico apresentado, a paciente preenche todos esses critérios, confirmando o diagnóstico de asma não controlada.

Qual o tratamento inicial para asma não controlada?

Para pacientes com asma não controlada e sem tratamento prévio adequado, deve-se iniciar a terapia de manutenção. Em crianças acima de 12 anos e adultos, a recomendação atual prioriza o uso de corticoide inalatório (CI) associado a um broncodilatador. No contexto da questão (nível de atenção básica e opções fornecidas), o início de CI é obrigatório para controle da inflamação subjacente, associado ao uso de broncodilatador de curta ação (SABA) para alívio dos sintomas.

Por que o uso isolado de SABA é contraindicado no manejo crônico?

O uso isolado de broncodilatadores de curta ação (SABA) trata apenas a broncoconstrição aguda, mas não atua na inflamação das vias aéreas, que é a base da fisiopatologia da asma. O uso excessivo de SABA (mais de 3 frascos por ano) está associado a um aumento do risco de exacerbações graves e morte relacionada à asma. Por isso, todo paciente com asma persistente ou não controlada deve receber corticoide inalatório.

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