UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Criança, 8 anos de idade, com diagnóstico de asma desde os 5 anos, é trazida ao ambulatório com queixa de tosse e chiado no peito, que se intensificam à noite, cerca de três vezes na semana. A mãe relata que a criança usa o salbutamol mais de 3 vezes por semana. Atualmente, o paciente não faz uso de medicação controladora diária. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta mais apropriada no manejo da asma desse paciente.
Criança com asma e uso frequente de salbutamol (>3x/semana) sem controlador diário → Asma não controlada, necessita de início ou ajuste de terapia controladora.
O paciente apresenta asma não controlada, caracterizada por sintomas noturnos frequentes e uso excessivo de medicação de alívio (salbutamol). A conduta mais apropriada seria iniciar ou intensificar a terapia controladora diária, como corticosteroides inalatórios. As opções apresentadas na questão são incorretas, pois não há indicação para antibióticos ou tomografia de tórax, e a opção A é a 'menos errada' por evitar intervenções desnecessárias, embora não seja o tratamento completo.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. Em crianças, é uma das doenças crônicas mais comuns, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico baseia-se na história clínica de sintomas recorrentes como tosse, chiado, dispneia e aperto no peito, que variam em intensidade e são frequentemente piores à noite ou com exercícios. A classificação da asma e a escolha do tratamento são guiadas pela frequência e gravidade dos sintomas e pelo uso de medicação de alívio. O caso apresentado descreve uma criança com asma não controlada, evidenciada por sintomas noturnos frequentes e uso excessivo de salbutamol, sem uso de medicação controladora diária. A fisiopatologia da asma envolve inflamação eosinofílica das vias aéreas, levando a broncoconstrição, edema de mucosa e produção de muco. O manejo da asma em crianças segue uma abordagem escalonada, com o objetivo de alcançar e manter o controle da doença. A terapia controladora, principalmente com corticosteroides inalatórios, é fundamental para reduzir a inflamação subjacente e prevenir exacerbações. A medicação de alívio (beta-2 agonistas de curta ação, como o salbutamol) deve ser usada apenas 'conforme a necessidade'. O uso frequente de salbutamol indica controle inadequado e a necessidade de intensificar a terapia controladora. A reavaliação regular e a educação do paciente e da família são componentes essenciais do manejo.
A asma é considerada não controlada em crianças quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer sintoma noturno, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade. O uso frequente de salbutamol é um forte indicador de controle inadequado.
Os corticosteroides inalatórios (CI) são a medicação controladora de primeira linha para a maioria das crianças com asma persistente. Eles atuam reduzindo a inflamação das vias aéreas, prevenindo sintomas e exacerbações. A dose e a frequência são ajustadas conforme a gravidade e o controle da asma.
Antibióticos só devem ser considerados em crianças com asma se houver evidência clara de infecção bacteriana, como febre alta persistente, escarro purulento, sinais de pneumonia na radiografia de tórax ou piora súbita e inexplicável do estado geral. A maioria das exacerbações de asma é viral ou desencadeada por alérgenos.
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