HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Menino, 8 anos, tem diagnóstico de asma há três anos. Realiza atividades físicas, apresentando cansaço em raras ocasiões. Tem despertares noturnos em torno de 3 a 4 vezes por mês em função da tosse e, de 2 a 3 vezes por semana, necessita de salbutamol spray para as crises. À espirometria, apresenta volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF₁) de 85% do predito. No último ano, fez uso de corticosteroide sistêmico por crise de asma em duas circunstâncias. Em relação ao caso, afirma-se:I. O quadro desse paciente preenche critérios para asma não controlada.II. A medicação preferencial de manutenção para essa fase é a monoterapia com beta agonistas de longa duração.III. A nebulização com brometo de ipratrópio deve ser prescrita em substituição ao Salbutamol no tratamento das crises. Está/Estão correta(s) apena(s) a(s) afirmativa(s)
Asma não controlada em criança: >2x/sem uso de SABA, >1x/sem despertares noturnos, VEF1 <80% ou exacerbações.
O paciente preenche critérios para asma não controlada conforme as diretrizes GINA, devido ao uso frequente de salbutamol (>2x/semana) e despertares noturnos (3-4x/mês, ou seja, >1x/semana em média). A monoterapia com LABA não é recomendada e o brometo de ipratrópio não substitui o salbutamol em crises.
O controle da asma em crianças é um objetivo primordial no manejo da doença, visando minimizar sintomas, prevenir exacerbações e otimizar a função pulmonar. As diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) fornecem critérios claros para classificar o nível de controle da asma, baseando-se na frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de alívio e limitação de atividades. A asma não controlada impacta significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família, exigindo uma revisão e intensificação do plano terapêutico. A avaliação do controle da asma deve ser realizada regularmente, considerando os últimos 4 semanas. Um paciente é considerado com asma não controlada se apresentar qualquer um dos seguintes: sintomas diurnos > 2 vezes/semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de alívio > 2 vezes/semana, ou qualquer limitação de atividade devido à asma. A função pulmonar (VEF1) também é um indicador importante, mas não é o único critério para definir o controle. O manejo da asma não controlada geralmente envolve a intensificação da terapia de manutenção. A monoterapia com beta agonistas de longa duração (LABA) não é recomendada devido ao risco de eventos adversos graves sem a proteção de um corticosteroide inalatório (CI). O tratamento de crises agudas é feito com beta agonistas de curta duração (SABA), como o salbutamol. O brometo de ipratrópio pode ser adicionado em crises moderadas a graves, mas não substitui o SABA como broncodilatador de alívio primário. A educação do paciente e da família sobre o uso correto dos medicamentos e o reconhecimento dos sinais de piora é fundamental.
A asma é considerada não controlada se a criança apresentar sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma mais de uma vez por semana, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade devido à asma.
Para asma não controlada, a medicação preferencial de manutenção geralmente envolve um corticosteroide inalatório (CI) em dose baixa a média, frequentemente combinado com um beta agonista de longa duração (LABA), dependendo da idade e gravidade.
Não, o brometo de ipratrópio é um broncodilatador anticolinérgico que pode ser usado como adjuvante em crises graves de asma, mas não substitui o salbutamol (beta agonista de curta duração) como medicação de alívio primária para crises.
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