SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Paciente feminina, 42 anos, com histórico de asma desde a infância, é acompanhada regularmente na unidade básica de saúde. Ela faz uso de budesonida/formoterol em dose baixa como terapia de manutenção, utilizando a medicação duas vezes ao dia. Refere que nos últimos três meses tem tido três episódios de despertares noturnos por mês devido à falta de ar e sibilos, além de ter precisado usar seu inalador de alívio (salbutamol) quatro vezes por semana durante o dia. Relata que, apesar de seguir as orientações médicas e evitar os desencadeantes conhecidos, ainda sente limitação para realizar atividades físicas, como caminhar longas distâncias. Não teve exacerbações graves que necessitaram de atendimento de emergência nos últimos 12 meses. No entanto, sente que sua qualidade de vida está prejudicada pela doença. Com base nas diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma) 2023, qual é o ajuste terapêutico mais apropriado para essa paciente?
Asma não controlada com CI/LABA dose baixa → aumentar para CI/LABA dose média (GINA 2023).
A paciente apresenta asma não controlada, conforme os critérios do GINA (sintomas noturnos > 1x/semana, uso de alívio > 2x/semana, limitação de atividade). Ela já está no passo 3 (CI/LABA dose baixa). O próximo passo recomendado pelo GINA 2023 para asma não controlada é aumentar a dose do corticoide inalatório/LABA para dose média.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. As diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) fornecem um guia baseado em evidências para o manejo da asma, com foco no controle dos sintomas e na prevenção de exacerbações. A avaliação do controle da asma é um pilar fundamental para determinar a necessidade de ajustes terapêuticos. A paciente do caso apresenta múltiplos indicadores de asma não controlada, incluindo despertares noturnos frequentes, uso excessivo de medicação de alívio e limitação de atividades físicas. Ela já está em terapia de manutenção com corticoide inalatório (budesonida) e broncodilatador de longa duração (formoterol) em dose baixa, o que corresponde ao passo 3 do GINA. De acordo com as diretrizes GINA 2023, para pacientes com asma não controlada no passo 3, o ajuste terapêutico mais apropriado é aumentar a dose do corticoide inalatório/LABA para uma dose média. Essa estratégia visa intensificar o controle da inflamação e melhorar a broncodilatação, buscando alcançar o controle da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. É crucial sempre reavaliar a técnica inalatória e a adesão ao tratamento antes de qualquer escalonamento.
A asma é considerada não controlada se o paciente apresentar qualquer um dos seguintes nos últimos 4 semanas: sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de alívio mais de 2 vezes por semana, ou limitação de atividade devido à asma.
A combinação de budesonida (corticoide inalatório) e formoterol (LABA) é uma terapia de manutenção e alívio preferencial em muitos esquemas do GINA, oferecendo controle da inflamação e broncodilatação rápida.
O aumento da dose do corticoide inalatório (isolado ou em combinação com LABA) é indicado quando a asma não está controlada com a dose atual, após verificar a adesão, técnica inalatória e controle de fatores desencadeantes.
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