UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Paciente de 30 anos, com diagnóstico de asma, faz uso de budesonida inalatória (400 µg) 2 vezes/dia. Os sintomas vinham ocorrendo 5 vezes/semana, determinando o uso de medicação de alívio (salbutamol spray) a cada episódio. O paciente relatou acordar à noite por asma pelo menos 1 vez/semana e ter limitação para realizar atividade física. Frente a essa situação clínica, a conduta mais adequada é acrescentar ao esquema terapêutico
Asma não controlada com CI → adicionar LABA (formoterol) para otimizar controle e reduzir exacerbações.
A paciente apresenta asma não controlada, apesar do uso de corticoide inalatório em dose adequada. A adição de um broncodilatador de longa duração (LABA), como o formoterol, é o próximo passo recomendado pelas diretrizes para melhorar o controle dos sintomas e a função pulmonar.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das condições crônicas mais comuns em crianças e adultos. Seu manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade. A classificação do controle da asma é fundamental para guiar a terapia, e a persistência de sintomas apesar do tratamento inicial indica a necessidade de intensificação. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como sibilância, dispneia, tosse e aperto no peito, que variam em intensidade e frequência, e confirmado por espirometria. A suspeita de asma não controlada surge quando o paciente, mesmo em uso de corticoide inalatório, apresenta sintomas frequentes, despertares noturnos ou limitação de atividades. O tratamento da asma segue uma abordagem escalonada, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma). Para pacientes com asma não controlada em uso de corticoide inalatório (CI) em dose baixa a média, o próximo passo é a adição de um broncodilatador de longa duração (LABA), como o formoterol. Essa combinação (CI/LABA) é mais eficaz no controle dos sintomas e na prevenção de exacerbações do que o aumento isolado da dose de CI. Outras opções, como LAMA ou biológicos, são reservadas para casos de asma grave refratária.
A asma é considerada não controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana ou limitação de atividade devido à asma.
O formoterol é um broncodilatador de longa duração (LABA) que, quando associado a um corticoide inalatório, promove broncodilatação sustentada, melhora o controle dos sintomas e reduz o risco de exacerbações em pacientes com asma persistente.
A adição de um LAMA (como tiotrópio) é considerada em pacientes com asma grave não controlada, após otimização da terapia com CI/LABA. Biológicos são indicados para asma grave com fenótipos específicos, como a eosinofílica, que não respondem à terapia máxima convencional.
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