Asma Não Controlada: Escalonamento Terapêutico GINA

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 20 anos, com história de asma desde a infância, procura atendimento ambulatorial porque apresenta crises de dispneia e sibilância quase todos os dias. Refere despertar noturno por falta de ar, pelo menos duas vezes por semana. Diversas medidas ambientais foram adotadas, todas sem sucesso. Está em uso de corticoide inalatório e beta-2-agonista de longa duração, ambos em dose baixa, além de medicação de resgate. Quanto ao próximo passo, de acordo com o GINA, uma opção é:

Alternativas

  1. A) Aumentar a dose do corticoide inalatório e introduzir antagonista de receptor de leucotrieno.
  2. B) Reduzir a dose de beta 2 de longa duração e aumentar a dose do corticoide inalatório.
  3. C) Aumentar a dose de beta 2 de longa duração e diminuir a dose de corticoide inalatório.
  4. D) Introduzir anti-IgE.
  5. E) Aguardar o resultado da espirometria para decidir o que fazer.

Pérola Clínica

Asma não controlada com CI + LABA dose baixa → Aumentar CI + considerar LTRA ou aumentar LABA.

Resumo-Chave

A paciente apresenta asma não controlada (sintomas diários, despertar noturno >2x/semana) apesar do uso de corticoide inalatório (CI) e beta-2-agonista de longa duração (LABA) em dose baixa. De acordo com o GINA, o próximo passo é intensificar o tratamento, o que inclui aumentar a dose do CI e considerar a adição de um LTRA ou aumentar a dose do LABA.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. O controle da asma é fundamental para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade. As diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma) fornecem um guia escalonado para o tratamento, baseado no nível de controle dos sintomas e no risco de exacerbações. A paciente do caso apresenta sintomas diários e despertar noturno frequente, indicando asma não controlada, apesar de estar em uso de CI e LABA em dose baixa. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e limitação variável do fluxo aéreo. O tratamento visa reduzir a inflamação e broncoconstrição. O escalonamento terapêutico do GINA sugere que, se a asma não estiver controlada com CI e LABA em dose baixa (passo 3), o próximo passo (passo 4) é aumentar a dose do CI para média ou alta, ou adicionar um LTRA, ou aumentar a dose do LABA. A opção de aumentar a dose do corticoide inalatório e introduzir um antagonista de receptor de leucotrieno (LTRA) é uma estratégia válida para intensificar o tratamento e tentar alcançar o controle da doença. É crucial reavaliar a técnica inalatória, aderência ao tratamento e exposição a gatilhos antes de cada escalonamento. O objetivo é atingir o menor nível de tratamento que mantenha a asma bem controlada.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para asma não controlada?

Asma não controlada é definida pela presença de sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade devido à asma.

Qual o papel dos antagonistas de receptor de leucotrieno no tratamento da asma?

Os antagonistas de receptor de leucotrieno (LTRA) são uma opção adicional para o controle da asma, especialmente em pacientes com rinite alérgica concomitante ou asma induzida por exercício. Eles podem ser adicionados em etapas de escalonamento do tratamento.

Quando considerar terapias biológicas na asma?

Terapias biológicas são consideradas para pacientes com asma grave não controlada, apesar da otimização da terapia inalatória em altas doses e da exclusão de fatores contribuintes. A escolha do biológico depende do fenótipo da asma (ex: eosinofílica, alérgica).

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