SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023
João, 25 anos, vem ao centro de saúde encaminhado da UPA por ter tido 3 atendimentos por falta de ar no último mês. Ele refere que tem utilizado salbutamol, que foi prescrito na UPA na primeira vez, 3 vezes por semana, acorda à noite com tosse e tem se sentido ofegante durante o dia no seu trabalho como pintor. Relata que no momento não apresenta sintomas respiratórios. Ao exame: frequência respiratória 14 mrpm, saturação periférica de oxigênio 98%, frequência cardíaca 80 bpm, temperatura axilar 36,6ºC, ausculta respiratória: murmúrio vesicular normal com sibilos expiratórios difusos. Considerando que João tem asma, além de manter o salbutamol nas crises, indique a alternativa mais correta sobre a classificação da asma de João e seu tratamento:
Asma com sintomas diurnos >2x/sem, noturnos >1x/mês, uso de SABA >2x/sem → Asma não controlada, escalar tratamento (CI + LABA).
O paciente apresenta critérios de asma não controlada (sintomas diurnos frequentes, uso de salbutamol >2x/semana, sintomas noturnos). A conduta adequada é escalar o tratamento para um corticosteroide inalatório (CI) associado a um beta-agonista de longa duração (LABA), além de orientar sobre fatores desencadeantes ocupacionais.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitação de atividades. Pacientes com sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, sintomas noturnos, uso frequente de broncodilatadores de curta ação (SABA) e limitação de atividades são considerados com asma não controlada. O tratamento da asma segue uma abordagem escalonada, conforme as diretrizes internacionais (como GINA). Para pacientes com asma não controlada, especialmente aqueles que já usam SABA frequentemente, é necessário intensificar a terapia de controle. A combinação de um corticosteroide inalatório (CI) com um beta-agonista de longa duração (LABA) é a estratégia recomendada para o passo 3 ou 4 do tratamento, oferecendo controle superior dos sintomas e redução de exacerbações. Além da farmacoterapia, é fundamental identificar e controlar os fatores desencadeantes. No caso de um pintor, a exposição a irritantes químicos no trabalho pode agravar a asma, configurando uma asma ocupacional. A orientação sobre o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e, se necessário, a avaliação do ambiente de trabalho são medidas importantes para otimizar o controle da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A asma é classificada como não controlada se o paciente apresentar sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer sintoma noturno, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade.
O corticosteroide inalatório (CI) é a base do tratamento anti-inflamatório da asma. A adição de um beta-agonista de longa duração (LABA) melhora o controle dos sintomas e a função pulmonar, sendo uma terapia combinada eficaz para asma moderada a grave.
A asma ocupacional é desencadeada ou agravada por exposição a substâncias no ambiente de trabalho. No caso de um pintor, a exposição a solventes e outros químicos pode ser um fator importante, exigindo medidas de proteção individual e, se possível, modificação do ambiente.
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