UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Paciente feminina, de 19 anos, veio à consulta na UBS para acompanhamento do tratamento da asma. Ao exame, encontrava-se totalmente assintomática, mas, quando questionada, informou que, nas últimas 4 semanas (pelo menos 3 vezes/semana), teve sintomas de tosse e sensação de aperto no peito, necessitando de salbutamol inalado em cada uma das ocasiões. Além disso, referiu ter acordado várias vezes à noite com falta de ar. Com base no relato e de acordo com o GINA (Global Initiative for Asthma) 2023, pode-se afirmar que
Asma não controlada (GINA): >2 sintomas/semana OU >2 despertares noturnos/mês OU >2 usos de SABA/semana OU qualquer limitação de atividade.
De acordo com o GINA 2023, a asma é considerada não controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana ou qualquer limitação de atividade. Neste caso, a paciente preenche múltiplos critérios.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que requer monitoramento contínuo para garantir o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. A Global Initiative for Asthma (GINA) publica diretrizes anuais que são referência mundial para o manejo da doença, incluindo a avaliação do nível de controle. A avaliação do controle da asma baseia-se em quatro domínios principais: sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de alívio (SABA, como o salbutamol) e limitação de atividade. De acordo com o GINA 2023, a asma é considerada "não controlada" se o paciente apresentar qualquer um dos seguintes: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno por asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana ou qualquer limitação de atividade. A correta classificação do controle da asma é fundamental para guiar a terapia. Pacientes com asma não controlada geralmente necessitam de um passo acima na terapia de manutenção, que pode incluir o aumento da dose de corticosteroide inalatório ou a adição de outros medicamentos, visando reduzir a inflamação e melhorar a qualidade de vida.
Os indicadores incluem sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana e qualquer limitação de atividade devido à asma.
A classificação do controle da asma é crucial para guiar as decisões terapêuticas, permitindo ajustar a medicação e as estratégias de manejo para alcançar e manter o controle dos sintomas e reduzir o risco de exacerbações.
O uso frequente de salbutamol (mais de duas vezes por semana) indica que a asma não está bem controlada e que a inflamação subjacente não está sendo adequadamente tratada, sinalizando a necessidade de revisar a terapia de manutenção.
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