Asma Não Controlada em Pré-Escolares: Manejo e Conduta

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2019

Enunciado

Um pré-escolar com 4 anos de idade, já tem diagnóstico de asma brônquica há mais ou menos 11 meses Teve uma intercorrência hospitalar há cerca de 1 mês atrás e após medicação de urgência, foi liberado para casa com prescrição de beta2 agonista (salbutamol) inalatório associado a prednisona oral na dose de 1 mg/kg/dia, durante 5 dias, para em seguida iniciar corticoide inalatório em baixa dose até reavaliação. Na consulta de retorno, a mãe relata que o seu filho ainda apresenta sintomas diurnos de 3 a 4 vezes por semana, ainda tinha tosse e despertar a noite, com necessidade de medicação de alívio, apesar do uso correto do corticóide inalatório. Considerando a situação clínica, assinale a alternativa em que são apresentadas, respectivamente, a classificação do nível de controle da asma e a conduta adequada ao caso.

Alternativas

  1. A) Asma não controlada; aumentar a dose do corticoide inalatorio para dose alta e observar resposta, reavaliando necessidade de adequar. 
  2. B) Asma parcialmente controlada; aumentar a dose do corticáde inalatório para dose média e associar a antileucotrieno.
  3. C) Asma não controlada; aumentar a dose do corticoide inalatório para dose média e efetuar o tratamento das exacerbações com beta-2 agonista de ação rápida e curta duração.
  4. D) Asma parcialmente controlada; aumentar a dose do corticoide inalatório para dose alta, associado a um beta-2 agonista de ação prolongada a um antileucotrieno.

Pérola Clínica

Asma não controlada em pré-escolar com CI em baixa dose → aumentar CI para dose média e/ou associar antileucotrieno.

Resumo-Chave

O pré-escolar apresenta sintomas diurnos frequentes e despertares noturnos, indicando asma não controlada apesar do uso de corticoide inalatório em baixa dose. A conduta adequada, conforme as diretrizes, é aumentar a dose do corticoide inalatório para dose média e/ou considerar a associação de um antileucotrieno.

Contexto Educacional

A asma brônquica em pré-escolares é um desafio diagnóstico e terapêutico, dada a dificuldade de avaliação objetiva e a variabilidade dos sintomas. A classificação do nível de controle da asma é fundamental para guiar a conduta, conforme as diretrizes nacionais e internacionais (como GINA). No caso apresentado, o pré-escolar com sintomas diurnos frequentes (3-4 vezes/semana) e despertares noturnos, apesar do uso de corticoide inalatório em baixa dose, se enquadra na classificação de asma "não controlada". O manejo da asma em crianças segue uma abordagem escalonada. Para asma não controlada em pré-escolares que já estão em corticoide inalatório em baixa dose, o próximo passo é intensificar o tratamento. As opções incluem aumentar a dose do corticoide inalatório para dose média ou adicionar um antileucotrieno. A escolha depende de fatores individuais, como a presença de rinite alérgica concomitante (onde antileucotrienos podem ser mais benéficos) e a resposta prévia ao tratamento. É crucial que residentes compreendam que os beta-2 agonistas de ação prolongada (LABA) não são a primeira linha de tratamento adicional em crianças pequenas e devem ser usados com cautela e sempre em combinação com um corticoide inalatório. O foco principal é otimizar o controle da inflamação das vias aéreas com corticoides inalatórios. A reavaliação periódica é essencial para ajustar o tratamento e garantir o melhor controle possível da doença, minimizando exacerbações e melhorando a qualidade de vida da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como "não controlada" em pré-escolares?

A asma é considerada não controlada em pré-escolares se houver sintomas diurnos > 2 vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de alívio > 2 vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade devido à asma.

Qual a conduta inicial para asma não controlada em pré-escolares que já usam corticoide inalatório em baixa dose?

A conduta inicial é aumentar a dose do corticoide inalatório para dose média. Alternativamente, pode-se considerar a associação de um antileucotrieno, especialmente se houver rinite alérgica concomitante.

Por que os beta-2 agonistas de ação prolongada (LABA) não são a primeira escolha para adicionar ao corticoide inalatório em pré-escolares?

Em pré-escolares, a evidência para a segurança e eficácia dos LABAs é mais limitada, e a resposta aos antileucotrienos ou ao aumento da dose de corticoide inalatório é geralmente preferida como primeira opção de tratamento adicional. LABAs devem ser usados com cautela e sempre em combinação com um corticoide inalatório.

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