Classificação da Asma: Critérios GINA e Gravidade Clínica

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 32 anos, sexo masculino, procura atendimento ambulatorial queixando-se de falta de ar, tosse seca e sibilos, que ocorrem principalmente à noite e nas primeiras horas da manhã. O paciente relata que utiliza broncodilatadores de alívio em média 4 vezes por semana e que os sintomas o despertam do sono em pelo menos duas noites por mês. Ele possui um histórico de exacerbações, tendo necessitado de atendimento em serviços de emergência duas vezes no último ano devido à dificuldade respiratória. O paciente também tem um histórico de alergias sazonais e é não fumante. Qual é a classificação da asma deste paciente segundo os critérios da Global Iniciative for Asthma (GINA)?

Alternativas

  1. A) Asma intermitente.
  2. B) Asma leve persistente.
  3. C) Asma moderada persistente.
  4. D) Asma grave persistente.

Pérola Clínica

Sintomas diários ou despertares noturnos >1x/semana indicam Asma Moderada Persistente.

Resumo-Chave

A classificação da gravidade da asma baseia-se na frequência dos sintomas diurnos, uso de medicação de alívio e despertares noturnos antes do início do tratamento medicamentoso.

Contexto Educacional

A classificação da asma evoluiu de um modelo estático de gravidade para um modelo dinâmico focado no controle. No entanto, para fins de prova e início de terapia, a classificação em intermitente, leve, moderada e grave persistente ainda é amplamente utilizada. O paciente em questão apresenta sintomas frequentes e despertares noturnos, o que sinaliza a necessidade de uma terapia de manutenção com corticoide inalatório associado ou não a um LABA. As diretrizes GINA atuais enfatizam que o tratamento preferencial para adolescentes e adultos não deve ser feito apenas com SABA (broncodilatador de curta), mas sim com a combinação de corticoide inalatório e formoterol (estratégia SMART ou alívio com corticoide), visando reduzir o risco de exacerbações graves, mesmo em pacientes com sintomas menos frequentes.

Perguntas Frequentes

Como é classificada a asma moderada persistente?

A asma moderada persistente é caracterizada por sintomas diários que requerem o uso de broncodilatador de alívio quase todos os dias. Além disso, o paciente apresenta despertares noturnos devido à asma com frequência superior a uma vez por semana (mas não todas as noites). No caso clínico apresentado, o paciente usa medicação 4x/semana e acorda 2x/mês, o que, associado ao histórico de duas exacerbações graves no último ano, o enquadra em um perfil de maior gravidade e risco, justificando a classificação de moderada persistente conforme os critérios tradicionais de gravidade.

Qual a diferença entre controle da asma e gravidade da asma?

A gravidade da asma é avaliada retrospectivamente com base no nível de tratamento necessário para controlar os sintomas e as exacerbações. Já o controle da asma refere-se ao grau em que as manifestações da doença são reduzidas ou eliminadas pelo tratamento atual, sendo avaliado em dois domínios: controle dos sintomas (nas últimas 4 semanas) e risco futuro de desfechos adversos (como exacerbações e perda de função pulmonar).

Quais fatores indicam alto risco de exacerbações na asma?

Fatores de risco para exacerbações futuras incluem: história de intubação ou internação em UTI por asma, ter tido uma ou mais exacerbações graves nos últimos 12 meses, uso excessivo de SABA (>1 frasco/mês), técnica inalatória incorreta, baixa adesão ao tratamento, tabagismo, obesidade, eosinofilia sanguínea elevada e função pulmonar reduzida (VEF1 < 60% do previsto).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo