HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Menino de 9 anos de idade tem diagnóstico de asma moderada não controlada. A terapia atualmente indicada para controle mais efetivo da doença é:
Asma moderada não controlada → Terapia SMART (Budesonida/Formoterol) para alívio e manutenção.
Para asma moderada não controlada em crianças, as diretrizes atuais, como a GINA, recomendam a terapia SMART (Single Maintenance And Reliever Therapy) com uma combinação de corticosteroide inalatório (Budesonida) e broncodilatador de longa ação (Formoterol). Essa abordagem permite que o mesmo inalador seja usado tanto para manutenção diária quanto para alívio dos sintomas, otimizando o controle da doença e reduzindo o risco de exacerbações.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e seu controle adequado é fundamental, especialmente na população pediátrica, para prevenir exacerbações, garantir o desenvolvimento pulmonar e melhorar a qualidade de vida. A classificação da asma como 'moderada não controlada' indica que a terapia atual é insuficiente e que o paciente apresenta sintomas frequentes ou limitações, necessitando de uma otimização do tratamento. As diretrizes globais, como as da GINA (Global Initiative for Asthma), têm evoluído para enfatizar a importância do corticosteroide inalatório (CI) em todas as etapas da asma. Para asma moderada não controlada, a recomendação atual para crianças acima de 6 anos (e em alguns casos, a partir de 4 anos) é a terapia SMART (Single Maintenance And Reliever Therapy). Esta abordagem utiliza uma combinação de CI (como Budesonida) e um agonista beta-2 de longa ação de rápido início (LABA, como Formoterol) no mesmo inalador, tanto para a manutenção diária quanto para o alívio dos sintomas. A terapia SMART oferece a vantagem de garantir que o paciente receba uma dose anti-inflamatória a cada vez que usa o inalador para alívio, o que é mais eficaz na redução do risco de exacerbações graves do que o uso isolado de um broncodilatador de curta ação (SABA) para alívio. Essa estratégia simplifica o regime terapêutico e melhora a adesão, sendo uma ferramenta poderosa no controle da asma pediátrica. Outras opções, como salbutamol isolado ou corticosteroides orais de forma rotineira, não são as terapias de controle mais efetivas para este cenário.
A asma é considerada não controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana, ou qualquer limitação de atividade devido à asma. A presença de exacerbações também indica controle inadequado.
A terapia SMART (Single Maintenance And Reliever Therapy) é preferível porque combina um corticosteroide inalatório (Budesonida) e um broncodilatador de longa ação de rápido início (Formoterol) no mesmo inalador. Isso garante que o paciente receba uma dose de corticosteroide a cada uso do aliviador, reduzindo a inflamação subjacente e o risco de exacerbações, além de simplificar o regime de tratamento.
A asma não controlada em crianças pode levar a exacerbações frequentes, hospitalizações, absenteísmo escolar, limitação da atividade física, comprometimento do crescimento pulmonar e, a longo prazo, remodelamento das vias aéreas com perda irreversível da função pulmonar. O controle adequado é essencial para a qualidade de vida e o prognóstico.
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