UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Mulher de 27 anos apresenta tosse e chiado no peito desde os 6 anos de idade. Atualmente, os sintomas ocorrem até 2 vezes no mês. Nega despertar noturno ou limitações de atividades e não usa medicações de resgate. A conduta medicamentosa indicada é:
Asma leve persistente → Terapia SMART (formoterol/budesonida) como resgate preferencial.
A terapia SMART (Single Maintenance And Reliever Therapy) com formoterol/budesonida é a conduta preferencial para asma leve persistente, pois o formoterol tem rápido início de ação e a budesonida trata a inflamação subjacente, reduzindo exacerbações.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das condições crônicas mais comuns na infância e adolescência. Sua prevalência e morbidade a tornam um tópico crucial para a prática médica, especialmente em emergências e atenção primária. O manejo adequado da asma visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar. A classificação da asma, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), baseia-se na frequência dos sintomas, despertares noturnos e impacto nas atividades diárias. A asma leve persistente, como no caso apresentado, exige uma abordagem terapêutica que vá além do simples alívio sintomático. A fisiopatologia envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O tratamento da asma leve persistente evoluiu, e a terapia SMART (Single Maintenance And Reliever Therapy) com formoterol/budesonida é atualmente a estratégia preferencial. Essa abordagem utiliza a combinação de um corticoide inalatório (budesonida) e um beta-2 agonista de longa ação com rápido início de ação (formoterol) tanto para manutenção quanto para alívio dos sintomas. Isso garante que, mesmo no resgate, o paciente receba uma dose de corticoide, tratando a inflamação subjacente e reduzindo o risco de exacerbações graves.
A asma leve persistente é caracterizada por sintomas que ocorrem mais de duas vezes por semana, mas não diariamente, e menos de uma vez por dia. Despertar noturno ocorre menos de duas vezes por mês e não há limitação de atividades.
A terapia SMART com formoterol/budesonida é preferível porque o formoterol tem rápido início de ação e a budesonida trata a inflamação subjacente, reduzindo o risco de exacerbações graves, mesmo em asma leve.
A terapia SMART utiliza um único inalador contendo um corticoide inalatório (CI) e um beta-2 agonista de longa ação (LABA) de rápido início, como a combinação budesonida-formoterol, tanto para manutenção diária quanto para alívio dos sintomas.
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