Asma Leve GINA 2021: Tratamento com Formoterol/Budesonida

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 40 anos de idade, relata que desde a infância apresenta quadro de sibilância intermitente, especialmente quando há mudanças climáticas rápidas. Relata que os sintomas ocorrem 3 a 4 vezes por ano e, quando questionada ativamente, refere coriza frequente. Relata que não tem limitações funcionais relacionadas aos sintomas, mas sente bastante incômodo em virtude destes. Apresentou uma espirometria solicitada previamente com volume expiratório forçado no primeiro segundo/capacidade vital forçada (VEF1/CVF) igual a 60% do predito, volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) igual a 70% do predito, com resposta ao broncodilatador e normalização dos valores após. Qual o tratamento indicado no momento, de acordo com as recomendações do Global Initiative forAsthma (GINA) de 2021?

Alternativas

  1. A) Formoterol/budesonida via inalatória a cada 12 horas, sem necessidade de associação de outras medicações.
  2. B) Formoterol/budesonida por via inalatória conforme a necessidade da paciente, e budesonida spray nasal para tratamento de rinossinusite alérgica associada.
  3. C) Salbutamol por via inalatória a cada 12 horas e iniciar uso de budesonida spray nasal para tratamento de rinossinusite alérgica associada.
  4. D) Salbutamol via inalatória conforme a necessidade da paciente, sem necessidade de associação de outras medicações.
  5. E) Formoterol/Budesonida via inalatória a cada 12 horas, associado a montelucaste oral para tratamento de rinossinusite alérgica associada.

Pérola Clínica

Asma leve (GINA 2021) → Formoterol/Budesonida PRN; Rinite alérgica associada → Budesonida nasal.

Resumo-Chave

A paciente apresenta quadro de asma leve (sintomas 3-4x/ano, sem limitações funcionais, espirometria com obstrução reversível) e rinite alérgica associada (coriza frequente). De acordo com as recomendações GINA 2021, o tratamento preferencial para asma leve é o uso de Formoterol/Budesonida inalatório conforme a necessidade (PRN), e para a rinite alérgica, a budesonida spray nasal é a conduta correta.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, que é reversível espontaneamente ou com tratamento. As diretrizes do Global Initiative for Asthma (GINA) são atualizadas anualmente e servem como referência global para o manejo da doença. A asma leve, embora pareça benigna, ainda apresenta risco de exacerbações graves, tornando o tratamento adequado essencial para todos os pacientes, incluindo aqueles com sintomas infrequentes. A fisiopatologia da asma envolve inflamação das vias aéreas, resultando em broncoconstrição, edema e produção de muco. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas (sibilância, dispneia, tosse, aperto no peito), e confirmado por espirometria com teste de broncodilatação positivo. A presença de rinite alérgica é uma comorbidade comum que pode agravar os sintomas da asma e deve ser abordada concomitantemente. O caso da paciente, com sibilância intermitente e coriza frequente, é um exemplo clássico de asma leve com rinite alérgica. O tratamento da asma leve, conforme o GINA 2021, prioriza a segurança do paciente e a redução do risco de exacerbações. A recomendação atual é o uso de uma combinação de corticosteroide inalatório (ICS) e formoterol (um broncodilatador de longa ação de início rápido) conforme a necessidade, em vez de SABA isolado. Isso garante que o paciente receba anti-inflamatório a cada uso do broncodilatador. Para a rinite alérgica, corticosteroides nasais como a budesonida são a primeira linha de tratamento, controlando a inflamação local e melhorando os sintomas nasais e, indiretamente, o controle da asma.

Perguntas Frequentes

Qual a principal mudança no tratamento da asma leve segundo o GINA 2021?

A principal mudança é a recomendação de não usar broncodilatadores de curta ação (SABA) isoladamente. Para asma leve, a preferência é pelo uso de corticosteroide inalatório (ICS) combinado com formoterol conforme a necessidade (PRN), devido à sua eficácia na redução de exacerbações.

Como a espirometria auxilia no diagnóstico e classificação da asma?

A espirometria é fundamental para o diagnóstico de asma, demonstrando obstrução do fluxo aéreo (VEF1/CVF reduzido) que é reversível após a administração de broncodilatador. Ela também ajuda a avaliar a gravidade da obstrução e a monitorar a resposta ao tratamento.

Qual a importância de tratar a rinite alérgica em pacientes com asma?

A rinite alérgica é uma comorbidade comum e importante na asma. O tratamento eficaz da rinite, frequentemente com corticosteroides nasais, pode melhorar o controle da asma, reduzir a frequência de exacerbações e a necessidade de medicação para asma, devido à conexão das vias aéreas superiores e inferiores.

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