HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2018
Com relação aos critérios para o diagnóstico de asma em lactentes com sibilos frequentes, não é correto afirmar que:
Tabagismo materno é fator de risco para sibilância, mas não critério diagnóstico de asma em lactentes.
Embora o tabagismo materno seja um importante fator de risco para sibilância e desenvolvimento de asma em crianças, ele não é um critério diagnóstico direto para asma em lactentes. Os critérios diagnósticos focam em manifestações clínicas e marcadores de atopia, como eosinofilia e história familiar de asma.
O diagnóstico de asma em lactentes com sibilância frequente é um desafio clínico, pois muitos bebês sibilam devido a infecções virais ou imaturidade das vias aéreas, sem desenvolver asma persistente. Para auxiliar, foram desenvolvidos critérios como o Índice Preditivo de Asma (API), que combina fatores maiores e menores para identificar lactentes com alto risco de desenvolver asma na idade escolar. É crucial diferenciar fatores de risco de critérios diagnósticos diretos. Os critérios diagnósticos para asma em lactentes focam em características que indicam uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, frequentemente de natureza alérgica. Isso inclui a presença de eosinofilia periférica, sibilância que ocorre mesmo na ausência de infecções virais (sugerindo hiper-responsividade intrínseca) e uma forte história familiar de asma (pais com asma), que aponta para uma predisposição genética à atopia. O tabagismo materno, embora seja um fator de risco ambiental bem estabelecido para sibilância recorrente e para o desenvolvimento de asma em crianças, não é considerado um critério diagnóstico direto para a doença. Ele contribui para a inflamação das vias aéreas e aumenta a suscetibilidade a infecções, mas não é um marcador intrínseco da patologia asmática. O manejo da asma em lactentes envolve a identificação de gatilhos, tratamento das crises e, em casos selecionados, terapia controladora.
Os critérios incluem sibilância frequente, eosinofilia periférica, sibilância na ausência de infecção viral, e história familiar de asma (pais com asma), que compõem o Índice Preditivo de Asma (API).
A eosinofilia periférica sugere um componente alérgico ou atópico subjacente, que é uma característica comum da asma, especialmente em crianças com sibilância recorrente.
O tabagismo materno é um fator de risco ambiental que aumenta a probabilidade de sibilância e infecções respiratórias em lactentes, mas não é um marcador direto da inflamação alérgica e hiper-responsividade brônquica que definem a asma.
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