PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Os fatores de risco para o desenvolvimento de asma em lactentes têm sido cada vez mais elucidados. Sobre esses fatores, assinale a alternativa CORRETA:
Sensibilização precoce a aeroalérgenos → ↑ risco de asma persistente na idade adulta.
A sensibilização a aeroalérgenos na infância é um dos fatores mais robustos associados à persistência da asma até a idade adulta, indicando uma predisposição atópica que se mantém ao longo da vida. Outros fatores como infecções virais e uso de antibióticos têm impactos complexos e muitas vezes opostos ao que se poderia intuir.
A asma em lactentes e crianças pequenas representa um desafio diagnóstico e terapêutico, com a elucidação de seus fatores de risco sendo crucial para estratégias de prevenção e manejo. A compreensão desses fatores é vital para pediatras e alergologistas, pois a asma que se inicia na infância frequentemente persiste na vida adulta. Entre os fatores de risco, a história familiar de atopia (asma, rinite alérgica, dermatite atópica) é um dos mais importantes, indicando uma forte predisposição genética. A sensibilização precoce a aeroalérgenos, como ácaros da poeira, pólen e epitélios de animais, é um preditor robusto da persistência da asma até a idade adulta, refletindo uma resposta imune Th2-mediada. Além disso, infecções virais respiratórias graves no primeiro ano de vida, particularmente por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), têm sido associadas a um risco aumentado de sibilância recorrente e desenvolvimento de asma. Outros fatores incluem a exposição à fumaça de tabaco (pré e pós-natal), poluição do ar e alterações na microbiota intestinal (disbiose), que podem ser influenciadas pelo uso de antibióticos no primeiro ano de vida, aumentando o risco de asma. O manejo envolve a identificação e controle desses fatores, além do tratamento farmacológico adequado para controlar os sintomas e prevenir exacerbações.
Fatores incluem história familiar de asma/alergia, sensibilização a aeroalérgenos e alimentos, infecções virais respiratórias precoces (especialmente rinovírus), exposição a fumaça de tabaco e alterações na microbiota intestinal.
A sensibilização a aeroalérgenos na infância indica uma resposta imune atópica e é um forte preditor da persistência da asma até a idade adulta, pois o sistema imune já está 'programado' para reagir a esses alérgenos.
Infecções virais respiratórias graves e recorrentes no início da vida, especialmente por rinovírus e VSR, estão associadas a um risco aumentado de sibilância recorrente e desenvolvimento de asma persistente, influenciando a programação imunológica das vias aéreas.
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