UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
O diagnóstico de asma no lactente é um desafio e, nesse grupo, é particularmente importante considerar e excluir diagnósticos diferenciais que podem levar aos sintomas de sibilância e tosse. Sobre diagnósticos diferenciais de asma no lactente e sintomas dessas doenças, relacione a primeira coluna com a segunda.(I) Doença do refluxo gastroesofágico(II) Aspiração de corpo estranho(III) Cardiopatia congênita(IV) Tuberculose(V) Fibrose cística(A) Tosse persistente e não resposta aos antibióticos habituais para pneumonia.(B) Infecções respiratórias recorrentes e dificuldade de ganho pondero-estatural.(C) Episódio súbito de tosse e estridor enquanto brincava, ausculta pulmonar alterada em região bem localizada.(D) Tosse ao se alimentar, infecções pulmonares recorrentes.(E) Cianose ao se alimentar, dificuldade de ganho pondero-estatural e hepatomegalia.Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Sibilância/tosse em lactente: sempre considerar DRGE, corpo estranho, cardiopatia, TB e fibrose cística como diferenciais da asma.
O diagnóstico de asma em lactentes é de exclusão, sendo crucial investigar diagnósticos diferenciais como DRGE (tosse alimentar, infecções), aspiração de corpo estranho (início súbito, estridor), cardiopatia congênita (cianose, falha de crescimento), tuberculose (tosse persistente, refratária) e fibrose cística (infecções recorrentes, falha de crescimento).
O diagnóstico de asma em lactentes é um desafio clínico significativo, pois a sibilância e a tosse, sintomas cardinais da asma, podem ser manifestações de uma ampla gama de outras condições pediátricas. É imperativo que o médico residente realize uma investigação diagnóstica minuciosa para excluir diagnósticos diferenciais graves e potencialmente tratáveis, antes de firmar o diagnóstico de asma. Entre os diagnósticos diferenciais mais relevantes, destacam-se a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), que pode causar tosse crônica e infecções pulmonares recorrentes devido a microaspirações, especialmente durante a alimentação. A aspiração de corpo estranho deve ser sempre considerada em casos de início súbito de tosse, engasgos e estridor, com achados localizados na ausculta. Cardiopatias congênitas, particularmente aquelas com hiperfluxo pulmonar, podem levar a sibilância, dificuldade de ganho pondero-estatural e sinais de insuficiência cardíaca, como hepatomegalia e cianose. A Tuberculose (TB) pediátrica, embora menos comum em algumas regiões, deve ser lembrada em casos de tosse persistente que não responde aos tratamentos habituais para infecções respiratórias. Por fim, a Fibrose Cística (FC) é uma doença genética que cursa com infecções respiratórias recorrentes, sibilância e, crucialmente, dificuldade de ganho pondero-estatural devido à má absorção. A identificação precoce desses diferenciais é vital para o manejo adequado e para evitar atrasos no tratamento específico, impactando diretamente o prognóstico do lactente.
Os principais sinais incluem início súbito de tosse, engasgos, estridor, dificuldade respiratória e achados assimétricos na ausculta pulmonar, especialmente após um episódio de brincadeira ou alimentação.
A fibrose cística em lactentes pode se manifestar com infecções respiratórias recorrentes (bronquiolites, pneumonias), sibilância, tosse crônica, dificuldade de ganho pondero-estatural, esteatorreia e, em alguns casos, íleo meconial ao nascimento.
Cardiopatias congênitas com shunt da esquerda para a direita podem levar a hiperfluxo pulmonar e hipertensão pulmonar, resultando em edema pulmonar e compressão brônquica, que se manifestam como sibilância e tosse, além de sinais de insuficiência cardíaca.
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