SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Certo paciente de 20 anos de idade iniciou investigação pneumológica por queixa de tosse e sibilância esporádica. Tinha cerca de três episódios desse quadro ao mês, sem sintomas noturnos. Realizou espirometria e foi diagnosticado com asma intermitente. Assinale a alternativa que indica a opção terapêutica de manutenção mais adequada para o caso.
Asma intermitente (sintomas <2x/semana, sem noturnos) → CI/LABA (budesonida-formoterol) sob demanda.
Pacientes com asma intermitente ou asma leve, conforme as diretrizes GINA, devem receber corticoide inalatório (CI) em conjunto com um broncodilatador de rápido início de ação (formoterol) sob demanda para o alívio dos sintomas, em vez de apenas um SABA, para reduzir o risco de exacerbações.
A asma intermitente, também conhecida como asma leve, é a forma mais branda da doença, caracterizada por sintomas esporádicos e sem impacto significativo na qualidade de vida diária. No entanto, mesmo pacientes com asma leve podem sofrer exacerbações graves, o que ressalta a importância de um tratamento adequado que vá além do simples alívio dos sintomas. A epidemiologia da asma mostra que uma parcela significativa dos pacientes se enquadra nesta categoria, e o manejo correto é crucial para evitar a progressão da doença e eventos adversos. A fisiopatologia da asma, mesmo em sua forma intermitente, envolve um grau de inflamação das vias aéreas que pode ser desencadeado por diversos fatores. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sintomas respiratórios variáveis e confirmado por espirometria. A suspeita deve surgir em pacientes com tosse, sibilância ou dispneia que ocorrem ocasionalmente, sem sintomas noturnos ou limitação de atividades diárias. As diretrizes atuais, como a GINA (Global Initiative for Asthma), revolucionaram o tratamento da asma leve. Anteriormente, o uso de um SABA (agonista beta-2 de curta ação) sob demanda era a principal recomendação. No entanto, evidências recentes demonstraram que o uso de um corticoide inalatório (CI) em combinação com um LABA de rápido início de ação (como o formoterol) sob demanda, nas crises, é superior na prevenção de exacerbações graves. Essa abordagem, que administra o CI junto com o broncodilatador no momento do sintoma, garante que a inflamação seja tratada desde o início, mesmo em pacientes com sintomas infrequentes, melhorando o prognóstico a longo prazo.
A asma intermitente é caracterizada por sintomas diurnos menos de duas vezes por semana, sem despertares noturnos, uso de medicação de resgate menos de duas vezes por semana, e função pulmonar normal entre as exacerbações.
A combinação de budesonida (corticoide inalatório) e formoterol (LABA de rápido início) sob demanda trata tanto a broncoconstrição quanto a inflamação subjacente, mesmo em asma leve, reduzindo o risco de exacerbações graves em comparação com o uso isolado de SABA.
O uso exclusivo de salbutamol (SABA) para asma intermitente pode mascarar a inflamação subjacente, levando a um risco aumentado de exacerbações graves e piora do controle da doença a longo prazo, pois não trata a causa inflamatória.
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