Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Um indivíduo do sexo masculino, 54 anos, branco foi atendido em regime de urgência com queixas iniciadas há cerca de 3 dias, compostas por febre baixa, congestão nasal e coriza. Há cerca de 6 horas apresentou tosse seca, seguida de dispneia e de ''chiados''. HPP: hipertensão arterial tratada com losartana. O exame físico realizado mostrou: uso da musculatura acessória da respiração e prolongamento do tempo expiratório. A elasticidade torácica era normal. A ausculta respiratória apresentava sibilos difusos. Diante do quadro clínico descrito acima o diagnóstico é:
Início agudo de dispneia e sibilos em adulto, precedido por infecção viral, sugere exacerbação de asma.
O quadro clínico de um adulto com sintomas respiratórios agudos como dispneia, tosse seca e sibilos difusos, especialmente após um pródromo de infecção de vias aéreas superiores, é altamente sugestivo de uma exacerbação de asma. A presença de uso de musculatura acessória e prolongamento do tempo expiratório indica obstrução das vias aéreas.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável e reversível do fluxo aéreo. Embora frequentemente diagnosticada na infância, a asma pode ter início na idade adulta, sendo denominada asma do adulto ou de início tardio. É uma condição comum que afeta milhões de pessoas globalmente, impactando significativamente a qualidade de vida e podendo levar a exacerbações graves. O quadro clínico apresentado, com febre baixa, congestão nasal e coriza, sugere um pródromo de infecção viral de vias aéreas superiores, um gatilho comum para exacerbações de asma. O desenvolvimento subsequente de tosse seca, dispneia e "chiados" (sibilos) em um curto período de tempo, juntamente com sinais de esforço respiratório como uso de musculatura acessória e prolongamento do tempo expiratório, é altamente indicativo de broncoespasmo e obstrução das vias aéreas, característicos de uma crise asmática. A elasticidade torácica normal ajuda a descartar enfisema avançado. O diagnóstico de asma é clínico e funcional, baseado na história de sintomas respiratórios variáveis e na demonstração de obstrução reversível do fluxo aéreo na espirometria. Em uma exacerbação aguda, o foco é no manejo dos sintomas e na reversão do broncoespasmo. É importante diferenciar a asma de outras condições obstrutivas, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que geralmente está associada a tabagismo e tem um curso mais progressivo e menos reversível. O tratamento inicial de uma exacerbação inclui broncodilatadores de curta ação e corticosteroides sistêmicos.
Os principais sintomas incluem dispneia, tosse (geralmente seca), sibilância (chiado no peito), aperto no peito e, em casos mais graves, uso de musculatura acessória e dificuldade para falar.
A asma é caracterizada por obstrução reversível das vias aéreas e variabilidade dos sintomas, muitas vezes com gatilhos específicos. A bronquite crônica (parte da DPOC) é definida por tosse produtiva na maioria dos dias por pelo menos 3 meses em 2 anos consecutivos, geralmente associada a tabagismo, e a obstrução é menos reversível.
Infecções virais das vias aéreas superiores são um dos gatilhos mais comuns para exacerbações de asma, especialmente em adultos. Elas podem aumentar a inflamação e a hiperresponsividade brônquica, levando ao broncoespasmo.
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