HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
São relativamente refratários ao tratamento com corticoides os indivíduos com:
Asma de início tardio e não alérgica → frequentemente menos responsiva a corticoides.
Indivíduos com asma de início tardio (asma do adulto) frequentemente apresentam um fenótipo menos alérgico e mais inflamatório, com maior prevalência de inflamação neutrofílica, o que os torna relativamente refratários ao tratamento com corticosteroides, exigindo abordagens terapêuticas diferenciadas.
A asma é uma doença respiratória crônica heterogênea, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. Embora os corticosteroides inalatórios sejam a base do tratamento para a maioria dos pacientes, alguns indivíduos apresentam uma resposta subótima, sendo classificados como refratários. A compreensão dos diferentes fenótipos de asma é fundamental para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos clínicos. Entre os fenótipos de asma, a asma de início tardio (ou asma do adulto) é frequentemente associada a uma menor resposta aos corticosteroides. Este tipo de asma tende a ser não alérgica, com predomínio de inflamação neutrofílica nas vias aéreas, em contraste com a inflamação eosinofílica que é mais sensível aos corticoides. Outros fatores como a presença de limitação fixa do fluxo aéreo, obesidade e comorbidades também podem contribuir para a refratariedade. O manejo da asma refratária a corticoides exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada. Isso pode incluir a otimização da técnica inalatória, a exclusão de fatores desencadeantes, o tratamento de comorbidades e, em casos mais graves, a introdução de terapias biológicas direcionadas a vias inflamatórias específicas (por exemplo, anti-IgE, anti-IL-5, anti-IL-4/IL-13). O objetivo é alcançar o controle da doença com a menor dose eficaz de medicação, minimizando os efeitos adversos.
A asma de início tardio, ou asma do adulto, frequentemente se manifesta como um fenótipo não alérgico, com maior prevalência de inflamação neutrofílica e remodelamento das vias aéreas. Esses fatores contribuem para uma menor resposta aos corticosteroides, que são mais eficazes na inflamação eosinofílica.
Além da asma de início tardio, a asma não alérgica, a asma com limitação fixa do fluxo aéreo (indicando remodelamento irreversível) e a asma associada à obesidade são fenótipos que podem apresentar uma resposta subótima aos corticosteroides, necessitando de estratégias terapêuticas alternativas ou complementares.
Identificar a refratariedade aos corticoides é crucial para evitar o uso excessivo e ineficaz desses medicamentos, que pode levar a efeitos adversos. Permite a busca por terapias alternativas, como agentes biológicos direcionados a vias inflamatórias específicas, e uma abordagem mais personalizada para o controle da doença.
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