UNICESUMAR - Centro Universitário de Maringá (PR) — Prova 2019
A asma é uma doença respiratória crônica comum. Caracteriza-se por inflamação das vias aéreas manifestada por diversos sintomas. Em relação a essa patologia, é correto afirmar que
Asma de início tardio → frequentemente refratária a corticoides, exigindo abordagens terapêuticas diferenciadas.
Pacientes com asma de início tardio (geralmente após os 12 anos) tendem a ter uma resposta menos favorável aos corticoides inalatórios em comparação com a asma de início precoce. Isso se deve a diferentes fenótipos inflamatórios e mecanismos fisiopatológicos, o que exige uma abordagem terapêutica mais individualizada e, por vezes, mais agressiva.
A asma é uma doença heterogênea, e a compreensão de seus diferentes fenótipos é crucial para um manejo eficaz. A asma de início tardio, que se manifesta na idade adulta, representa um desafio terapêutico particular. Diferente da asma alérgica de início precoce, ela pode ter mecanismos inflamatórios distintos e uma resposta menos robusta aos tratamentos convencionais, como os corticoides inalatórios. Essa refratariedade aos corticoides em pacientes com asma de início tardio exige uma avaliação cuidadosa e a consideração de terapias adicionais ou alternativas. O tratamento da asma não deve se basear apenas nas exacerbações, mas sim em um controle contínuo da inflamação das vias aéreas para prevenir crises e melhorar a qualidade de vida. Para residentes, é fundamental reconhecer que o montelucaste sódico, um antagonista do receptor de leucotrienos, tem indicações específicas e dosagens ajustadas por idade (não para 4 meses na dose de 5mg/dia, que é para crianças maiores). Além disso, a asma alérgica geralmente responde bem aos corticoides inalatórios, que são a base do tratamento anti-inflamatório. A individualização do tratamento, considerando o fenótipo do paciente, é a chave para o sucesso terapêutico.
A asma de início tardio geralmente se manifesta após os 12 anos, é mais comum em mulheres, frequentemente não é atópica e pode apresentar maior gravidade e menor resposta aos corticoides inalatórios.
A refratariedade pode estar associada a diferentes mecanismos inflamatórios, como inflamação neutrofílica ou paucigranulocítica, em contraste com a inflamação eosinofílica mais comum na asma alérgica de início precoce.
Pode exigir doses mais altas de corticoides, adição de broncodilatadores de longa duração, ou a consideração de terapias biológicas, dependendo do fenótipo e da gravidade, devido à menor resposta aos corticoides inalatórios isolados.
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