Asma Infantil: Diagnóstico e Confirmação com Espirometria

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2019

Enunciado

Uma criança de 8 anos apresenta episódios recorrentes de dispneia, sibilância e tosse seca, especialmente à noite, desde o primeiro ano de vida, apresentando melhora espontânea dos sintomas. O pai é tabagista e a mãe tem asma. Ao exame, evidencia-se palidez de cornetos nasais, pele ressecada, sem sibilância na ausculta pulmonar. A conduta para esse caso é:

Alternativas

  1. A) Solicitar espirometria com prova broncodilatadora para confirmar o diagnóstico
  2. B) Considerar radiografia de tórax para excluir outros diagnósticos
  3. C) Encaminhar ao pneumologista
  4. D) Realizar um teste terapêutico

Pérola Clínica

Asma em criança > 5 anos com sintomas típicos → Espirometria com prova broncodilatadora para confirmação.

Resumo-Chave

Em crianças maiores de 5 anos com quadro clínico sugestivo de asma (sintomas recorrentes, noturnos, história familiar/fatores de risco), a espirometria com prova broncodilatadora é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, demonstrando a reversibilidade da obstrução.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, comum na infância, caracterizada por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, especialmente à noite ou com o exercício. O diagnóstico em crianças pode ser desafiador, mas a história clínica detalhada, incluindo fatores de risco como tabagismo passivo e história familiar de atopia, é fundamental para a suspeita. Em crianças com mais de 5 a 6 anos, que conseguem realizar manobras espirométricas de forma confiável, a espirometria com prova broncodilatadora é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico. Este teste avalia a função pulmonar e a reversibilidade da obstrução do fluxo aéreo após a inalação de um broncodilatador, sendo crucial para diferenciar a asma de outras condições que causam sibilância. A conduta de solicitar a espirometria é preferível a um teste terapêutico empírico, pois oferece uma confirmação objetiva da doença, permitindo um manejo mais preciso e a educação do paciente e da família. Embora a radiografia de tórax possa ser útil para excluir diagnósticos diferenciais, ela não é o exame de escolha para confirmar a asma. O encaminhamento ao pneumologista pode ser necessário em casos complexos ou de difícil controle, mas a confirmação diagnóstica inicial é papel do pediatra ou clínico geral.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para suspeitar de asma em crianças?

A suspeita de asma em crianças é levantada por sintomas recorrentes como dispneia, sibilância, tosse seca (especialmente noturna ou ao exercício), história familiar de asma ou atopia, e melhora espontânea ou com broncodilatadores.

Por que a espirometria com prova broncodilatadora é a conduta inicial para confirmar o diagnóstico de asma em crianças maiores?

A espirometria com prova broncodilatadora é o exame padrão-ouro para confirmar a asma em crianças acima de 5-6 anos, pois objetivamente demonstra a obstrução do fluxo aéreo e sua reversibilidade após a administração de um broncodilatador.

Quais outros exames podem ser considerados no diagnóstico diferencial da asma infantil?

Radiografia de tórax pode ser considerada para excluir outras causas de sibilância, como corpos estranhos ou malformações. Testes alérgicos podem identificar gatilhos, mas não diagnosticam a asma em si.

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