UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Menino, 5 anos de idade, faz acompanhamento por asma em uma UBS há 6 meses. Na última consulta, há 3 meses, foi prescrito beclometasona, 100 mcg/dia, spray oral para uso contínuo e salbutamol, 400 mcg/dose, spray oral, para os sintomas e agudizações. Neste retorno, a mãe refere que, nos últimos 30 dias, o filho apresentou um episódio de despertar noturno por tosse e um episódio semanal de chiado e tosse ao jogar bola. Durante a consulta, constatou-se boa adesão ao tratamento, uso adequado dos dispositivos inalatórios e ausência de outras morbidades no período interconsulta. A conduta a ser tomada para essa criança, em relação à medicação de manutenção, é prescrever
Asma infantil mal controlada (sintomas noturnos/semanais) com CI de baixa dose → aumentar dose do CI.
O controle da asma em crianças é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitações de atividade. Se, mesmo com corticoide inalatório (CI) em baixa dose, os sintomas persistem (asma não controlada), a conduta inicial é aumentar a dose do CI para uma dose média, antes de considerar associações.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. O manejo adequado visa alcançar e manter o controle da doença, minimizando sintomas, prevenindo exacerbações e otimizando a função pulmonar. A avaliação do controle da asma é fundamental e baseia-se na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate (salbutamol), e limitações de atividade. No caso apresentado, o menino de 5 anos, mesmo em uso de beclometasona 100 mcg/dia (baixa dose), apresenta despertar noturno por tosse (1x/mês) e sintomas semanais de chiado e tosse ao jogar bola, indicando asma não controlada. As diretrizes de tratamento da asma, como as do GINA (Global Initiative for Asthma), preconizam uma abordagem escalonada. Para pacientes com asma persistente que não atingem o controle com corticoide inalatório (CI) em baixa dose, o próximo passo é aumentar a dose do CI para uma dose média. Esta estratégia é considerada a mais eficaz para melhorar o controle da inflamação das vias aéreas e reduzir os sintomas. A beclometasona 200 mcg/dia representa o aumento para uma dose média para essa faixa etária. A adição de broncodilatadores de longa ação (LABA) ou antileucotrienos é geralmente reservada para quando a asma permanece não controlada mesmo com doses médias de CI, ou em situações específicas. No cenário inicial de controle inadequado com baixa dose de CI, a otimização da dose do corticoide inalatório é a conduta de primeira escolha. É crucial garantir a boa adesão ao tratamento e o uso correto dos dispositivos inalatórios antes de qualquer escalonamento.
O controle da asma em crianças é avaliado pela frequência de sintomas diurnos (mais de 2 vezes/semana), sintomas noturnos (mais de 1 vez/mês), necessidade de medicação de resgate (mais de 2 vezes/semana) e limitações de atividade física. A presença de qualquer um desses indica asma não controlada.
A conduta inicial é aumentar a dose do corticoide inalatório (CI) para uma dose média. O aumento da dose do CI é a estratégia mais eficaz para melhorar o controle da asma antes de considerar a adição de outros medicamentos como LABAs ou antileucotrienos.
A adição de um LABA ou antileucotrieno é geralmente considerada se a asma permanece não controlada mesmo com o uso de corticoide inalatório em dose média. O LABA é preferencialmente adicionado ao CI em crianças maiores, enquanto antileucotrienos podem ser uma opção em crianças menores ou com rinite alérgica associada.
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