Asma Infantil: Classificação do Controle GINA

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Paulo tem 6 anos de idade, é asmático e, no último mês apresentou crises semanais na escola impedindo que praticasse atividade física em uma das ocasiões. Em duas noites, nesse período, acordou à noite com crise de sibilância. Todas as crises foram tratadas com broncodilatador. De acordo com as Diretrizes da iniciativa Global para Asma, a asma de Paulo encontra-se:

Alternativas

  1. A) Clinicamente controlada.
  2. B) Parcialmente controlada.
  3. C) Não controlada.
  4. D) A descrição apresentada não fornece dados que permitam a adequada classificação do controle clínico da asma do menino.

Pérola Clínica

Asma < 6 anos: >2 crises/semana OU >1 despertar noturno/mês OU limitação atividade = Asma Não Controlada.

Resumo-Chave

De acordo com as diretrizes GINA para crianças < 6 anos, crises semanais (mais de 2 por semana) e despertares noturnos (mais de 1 por mês) indicam asma não controlada, exigindo revisão do tratamento.

Contexto Educacional

A asma é uma doença crônica comum na infância, e a avaliação do seu controle é essencial para guiar o tratamento e prevenir exacerbações. As Diretrizes da Iniciativa Global para Asma (GINA) fornecem critérios claros para classificar o nível de controle em crianças, que diferem ligeiramente dos adultos. Para crianças menores de 6 anos, a avaliação do controle é baseada na frequência dos sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de resgate e limitação de atividades. No caso de Paulo, com 6 anos, ele apresentou crises semanais (mais de 2 por semana) e dois despertares noturnos no último mês (mais de 1 por mês), além de limitação de atividade física. Esses critérios, de acordo com a GINA para crianças < 6 anos, se enquadram na definição de asma "não controlada". É crucial reconhecer esses sinais, pois a asma não controlada indica que o tratamento atual é insuficiente e necessita de uma revisão e intensificação da terapia de controle, geralmente com o aumento da dose ou adição de um controlador. O manejo da asma não controlada em crianças envolve a revisão da técnica inalatória, aderência à medicação, identificação e controle de fatores desencadeantes, e o ajuste da terapia farmacológica. O objetivo é alcançar e manter o controle da asma, minimizando os sintomas, prevenindo exacerbações e garantindo uma qualidade de vida normal para a criança, incluindo a capacidade de praticar atividades físicas sem restrições.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como "não controlada" em crianças pequenas?

Em crianças < 6 anos, a asma é classificada como não controlada se houver >2 dias/semana com sintomas, >1 despertar noturno/mês, limitação de atividades ou necessidade de >2 usos/semana de broncodilatador de resgate.

O que significa "asma parcialmente controlada" em crianças?

Asma parcialmente controlada em crianças < 6 anos significa que o paciente apresenta sintomas diurnos >2 dias/semana, mas não diariamente, e/ou 1 despertar noturno/mês, e/ou alguma limitação de atividade.

Qual a importância de classificar o controle da asma?

Classificar o controle da asma é fundamental para guiar o tratamento, ajustar a medicação de controle (corticosteroides inalatórios) e prevenir exacerbações futuras, melhorando a qualidade de vida do paciente.

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