Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Pré-escolares têm sintomas como tosse, sibilos e dificuldade respiratória por mais de 10 dias durante episódios de infecção respiratória do trato superior. Eles têm mais de 3 episódios por ano, ou episódios severos e/ou piora noturna. Entre os episódios, eles têm tosse, sibilos ou dificuldade respiratória quando brincam ou dão risadas; têm dermatite atópica ou história familiar de asma. Sobre estes pré-escolares, segundo a Global Initiative for Asthma (GINA), é correto afirmar que:
Sibilância recorrente + gatilhos (riso/choro) + atopia → provável asma em pré-escolares.
Segundo o GINA, pré-escolares com sintomas persistentes, recorrentes e desencadeados por gatilhos não virais (como riso ou exercício) têm alta probabilidade de asma.
O diagnóstico de asma em pré-escolares representa um desafio clínico devido à impossibilidade de realizar testes de função pulmonar confiáveis. O GINA (Global Initiative for Asthma) enfatiza a importância de identificar o fenótipo de sibilância multigatilho. Crianças que sibilam não apenas durante resfriados, mas também em momentos de esforço ou emoção, possuem uma inflamação das vias aéreas mais característica da asma. A avaliação deve sempre considerar o histórico de atopia (pessoal e familiar) como um forte preditor de persistência da doença na vida escolar e adulta.
O diagnóstico em pré-escolares é eminentemente clínico, baseado no padrão de sintomas (tosse, sibilância, dificuldade respiratória), na frequência dos episódios (mais de 3 por ano ou persistência por >10 dias durante IVAS) e na presença de gatilhos entre as crises, como riso, choro ou atividade física. A presença de história familiar de asma ou dermatite atópica na criança aumenta significativamente a probabilidade diagnóstica. Exames objetivos como a espirometria são difíceis nessa faixa etária, tornando a anamnese a ferramenta principal.
Além das infecções virais, que são os gatilhos mais comuns, crianças com asma frequentemente apresentam sintomas ao brincar, correr, rir ou chorar. A exposição a fumaça de cigarro, alérgenos ambientais e mudanças bruscas de temperatura também são fatores precipitantes importantes que ajudam a diferenciar a asma da sibilância transitória associada apenas a vírus.
O GINA estabelece que, embora a sibilância seja comum em crianças pequenas, o padrão de sintomas persistentes e a presença de atopia tornam o diagnóstico de asma 'muito provável'. A maioria das crianças que preenche esses critérios clínicos rigorosos (recorrência, gravidade e gatilhos intercrises) será diagnosticada com asma e se beneficiará do tratamento controlador.
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