UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
A asma é uma doença crônica que acomete em torno de 10% da população de mulheres jovens e, consequentemente, pode complicar a gestação. Sobre o manejo da asma na gestação, é correto afirmar que:
Ergotamina é contraindicada na asma gestacional pelo risco de broncoespasmo e efeitos uterotônicos.
O manejo da asma na gestação visa manter o controle da doença para garantir oxigenação fetal adequada, utilizando medicações seguras. Derivados da ergotamina, usados para enxaqueca, são contraindicados em pacientes asmáticas devido ao risco de induzir broncoespasmo e por seus efeitos uterotônicos, que podem prejudicar a gestação. A maioria dos medicamentos para asma é segura na gravidez.
A asma é a doença respiratória crônica mais comum que complica a gestação, afetando cerca de 4-8% das grávidas. O manejo adequado da asma durante a gravidez é crucial, pois o controle inadequado está associado a desfechos adversos maternos (pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional, hemorragia pós-parto) e fetais (prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino, hipóxia). O objetivo principal é manter a função pulmonar materna o mais próximo possível do normal, garantindo a oxigenação fetal. A maioria dos medicamentos utilizados para o tratamento da asma é considerada segura na gestação. Os corticosteroides inalatórios são a terapia de primeira linha para o controle da asma persistente, sendo a budesonida a mais estudada e preferida. Beta-2 agonistas de curta ação (SABA) como o salbutamol são seguros para alívio rápido dos sintomas. Beta-2 agonistas de longa ação (LABA) e corticosteroides orais (em doses baixas e pelo menor tempo possível) também podem ser usados quando indicados. Inibidores de leucotrienos (montelucaste) são considerados de segunda linha, com dados de segurança limitados, mas podem ser mantidos se o benefício superar o risco. É fundamental evitar medicamentos que possam prejudicar a mãe ou o feto. Os derivados da ergotamina, frequentemente utilizados para o tratamento de enxaquecas, são contraindicados em gestantes asmáticas. Isso se deve ao seu potencial de induzir broncoespasmo, agravando a asma, e aos seus efeitos uterotônicos, que podem levar a contrações uterinas e risco de aborto ou parto prematuro. A corticoterapia antenatal para maturação pulmonar fetal (dexametasona ou betametasona) não deve ser dispensada em pacientes com uso crônico de corticosteroides, pois a dose sistêmica para maturação é diferente e essencial em casos de risco de parto prematuro. O acompanhamento multidisciplinar com obstetra e pneumologista é essencial.
Os principais objetivos são manter o controle da asma para prevenir exacerbações, garantir a oxigenação fetal adequada e minimizar os riscos maternos e fetais associados à doença e ao tratamento.
A maioria dos medicamentos para asma é segura. Corticosteroides inalatórios (como budesonida) são a base do tratamento de manutenção. Beta-2 agonistas de curta e longa ação (como salbutamol e formoterol) são seguros para alívio e manutenção.
A ergotamina é contraindicada devido ao seu potencial de induzir broncoespasmo, piorando a asma, e por seus efeitos uterotônicos, que podem causar contrações uterinas e comprometer a gestação.
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