Asma na Gestação: Critérios de Controle e Manejo Ideal

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

A gravidade da asma durante a gestação é classificada de maneira dinâmica, de acordo com o grau de controle. Considera-se asma controlada aquela que preenche todos os critérios de controle; asma parcialmente controlada é aquela com um ou dois critérios alterados; e, quando houver três ou mais critérios alterados, considera- se asma não controlada.São critérios atuais de controle:

Alternativas

  1. A) despertar noturno; leve limitação das atividades físicas; sintomas respiratórios menos de uma vez por semana; necessidade de uso de medicação de resgate menos de quatro vezes por semana; e VEF1 menor que 80%.
  2. B) ausência de despertares noturnos; ausência de limitação das atividades físicas; sintomas respiratórios menos de uma vez por semana; necessidade de uso de medicação de resgate menos de uma vez por semana; e VEF1 normal.
  3. C) ausência de despertares noturnos; ausência de limitação das atividades físicas; sintomas respiratórios menos de duas vezes por semana; necessidade de uso de medicação de resgate menos de duas vezes por semana; e VEF1 normal.
  4. D) três despertares noturnos; leve limitação das atividades físicas; sintomas respiratórios menos de quatro vezes por semana; necessidade de uso de medicação de resgate menos de quatro vezes por semana; e VEF1 menor que 60%.
  5. E) dois despertares noturnos; leve limitação das atividades físicas; sintomas respiratórios menos de três vezes por semana; necessidade de uso de medicação de resgate menos de três vezes por semana; e VEF1 menor que 80%.

Pérola Clínica

Asma controlada na gestação: sem despertares/limitação, sintomas/resgate < 2x/sem, VEF1 normal.

Resumo-Chave

O controle da asma na gestação é crucial para a saúde materno-fetal. Os critérios de asma controlada incluem ausência de despertares noturnos, ausência de limitação de atividades, sintomas diurnos e uso de medicação de resgate menos de duas vezes por semana, e função pulmonar (VEF1) normal.

Contexto Educacional

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na gravidez, afetando cerca de 4% a 8% das gestantes. O manejo adequado é fundamental, pois a asma mal controlada está associada a um aumento significativo de complicações maternas e fetais, incluindo pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional, parto prematuro, baixo peso ao nascer e restrição de crescimento intrauterino. A classificação da gravidade da asma na gestação é dinâmica e baseada no grau de controle, utilizando critérios semelhantes aos da população geral, mas com atenção especial à segurança dos medicamentos. Os critérios para asma controlada incluem: ausência de despertares noturnos, ausência de limitação das atividades físicas, sintomas respiratórios diurnos menos de duas vezes por semana, necessidade de uso de medicação de resgate menos de duas vezes por semana e VEF1 normal. O tratamento da asma na gestação deve seguir as diretrizes habituais, priorizando a manutenção do controle para evitar exacerbações. A maioria dos medicamentos para asma, como corticosteroides inalatórios e beta-2 agonistas de curta e longa ação, são considerados seguros durante a gravidez. O objetivo é otimizar a função pulmonar materna e garantir a oxigenação fetal adequada.

Perguntas Frequentes

Quais os principais critérios para classificar a asma como controlada na gestação?

Os critérios incluem ausência de despertares noturnos, ausência de limitação de atividades, sintomas diurnos e uso de medicação de resgate menos de duas vezes por semana, e VEF1 normal.

Por que é importante manter a asma bem controlada durante a gravidez?

O bom controle da asma na gestação previne exacerbações, que podem levar à hipóxia materna e fetal, e reduz o risco de complicações como pré-eclâmpsia, parto prematuro e baixo peso ao nascer.

Quais as consequências da asma não controlada na gestação para o feto?

A asma não controlada aumenta o risco de prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino e hipóxia fetal.

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