HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Menino de 8 anos tem história de internação em UTI Pediátrica devido a crise de asma há cerca de 15 dias. Desde então se encontra assintomático. Determine a medicação de controle mais adequada para esse caso.
Asma com internação em UTI → Asma grave persistente → Corticoide inalatório + LABA.
Uma internação em UTI por crise de asma é um marcador de asma grave, indicando a necessidade de um controle mais intensivo. Nesses casos, a terapia combinada com corticoide inalatório e um beta-2 agonista de longa duração (LABA) é a abordagem mais adequada para prevenir futuras exacerbações.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças. A classificação da gravidade é crucial para guiar o tratamento. Um histórico de internação em UTI por crise de asma, como no caso apresentado, é um forte indicador de asma grave persistente, mesmo que o paciente esteja assintomático no momento da avaliação. A fisiopatologia da asma envolve inflamação das vias aéreas, broncoconstrição e hipersecreção de muco. O tratamento de controle visa reduzir a inflamação e prevenir exacerbações. Para asma grave, a abordagem recomendada pelas diretrizes (como GINA) é a terapia combinada. A medicação de controle mais adequada para asma grave persistente é a combinação de um corticoide inalatório (CI) em dose média a alta com um beta-2 agonista de longa duração (LABA). O CI atua na inflamação, enquanto o LABA promove broncodilatação prolongada. Essa combinação é superior a monoterapia com CI ou antileucotrienos para pacientes com asma grave.
A asma é considerada grave em crianças quando há necessidade de internação em UTI, múltiplas exacerbações graves, ou quando não é controlada apesar do uso de altas doses de corticoide inalatório e LABA.
A terapia combinada com corticoide inalatório e LABA oferece controle superior da inflamação e broncodilatação prolongada, reduzindo a frequência e gravidade das exacerbações em asma grave.
Antileucotrienos são uma opção para asma leve a moderada, especialmente em crianças com rinite alérgica concomitante, ou como terapia adicional em casos que não respondem bem a corticoides inalatórios em dose baixa.
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