Asma Grave: Escalonamento Terapêutico e Biológicos

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 58 anos com diagnóstico de asma há 20 anos procura acompanhamento após uma exacerbação recente que necessitou de corticoterapia sistêmica durante 7 dias. Ele apresenta histórico de exacerbações frequentes (3 nos últimos 12 meses) e relata sintomas quase diários, com necessidade do uso de medicação de resgate 4 a 5 vezes por semana. Apesar de estar em uso regular de uma combinação de corticosteroide inalatório (ICS) em dose baixa com um agonista beta-2 de longa duração (LABA), o controle da asma está inadequado. Sua técnica inalatória foi revisada e é correta, e ele demonstra boa adesão ao tratamento. Exames laboratoriais demonstram eosinofilia periférica de 450 células/μL. Espirometria pós-BD (broncodilatador) mostra um VEF1 de 65% do previsto e relação VEF1/CVF de 0,68, ambos compatíveis com obstrução moderada ao fluxo aéreo. Com base nas diretrizes do GINA 2023, qual seria a melhor abordagem de tratamento para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Aumentar imediatamente a dose do corticosteroide inalatório para o nível alto, mantendo a combinação com LABA, além de introduzir tiotrópio, com reavaliação em 3 meses.
  2. B) Associar um anticorpo monoclonal anti-IL-5 (mepolizumabe ou reslizumabe) ao tratamento atual, baseado nos níveis elevados de eosinófilos, independentemente de outros ajustes na terapia inalatória.
  3. C) Escalar o tratamento para corticosteroide inalatório em dose média/alta em combinação com LABA, introduzir tiotrópio inalatório e considerar o uso de um biológico para controle de asma grave caso os sintomas persistam.
  4. D) Suspender o uso atual de ICS+LABA e substituir por um antagonista muscarínico de longa duração (LAMA) isolado, dado a obstrução pulmonar persistente e a provável contribuição de fatores irreversíveis.

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