UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Paciente de 44 anos, asmática grave em uso de montelucaste, beta-agonistas de longa duração e corticoide inalatório em altas doses, foi acompanhada por um ano, revisando técnica inalatória, comorbidades com rinite, refluxo gastroesofágico, controle ambiental e, mesmo assim, manteve-se não controlada. Apresentava lgE elevada, escarro com esinófilos acima de 3% e eosinofilia no sangue baixa. Qual é a melhor droga para adicionar a seu tratamento?
Asma grave não controlada com IgE elevada e eosinofilia → Omalizumabe (anti-IgE) é opção.
Em pacientes com asma grave não controlada, apesar da terapia máxima otimizada, a presença de IgE elevada e características de asma alérgica (mesmo com eosinofilia sanguínea baixa, mas com eosinófilos no escarro) indica que o Omalizumabe, um anticorpo monoclonal anti-IgE, pode ser uma opção eficaz para reduzir exacerbações e melhorar o controle da doença.
A asma grave não controlada representa um desafio significativo na prática clínica, afetando uma parcela dos pacientes asmáticos que, apesar da adesão e uso correto de altas doses de corticoides inalatórios (CI) e beta-agonistas de longa duração (LABA), além do manejo de comorbidades, persistem com sintomas e exacerbações. Esses pacientes frequentemente apresentam um impacto substancial na qualidade de vida e um risco aumentado de hospitalizações e mortalidade. A identificação do fenótipo da asma é crucial para guiar terapias adicionais. A fisiopatologia da asma grave é heterogênea, envolvendo diferentes vias inflamatórias. A asma alérgica, caracterizada por níveis elevados de IgE e sensibilização a alérgenos, é um dos fenótipos mais comuns. Outros fenótipos incluem a asma eosinofílica (com eosinofilia no sangue e/ou escarro) e a asma neutrofílica. O diagnóstico de asma grave não controlada implica uma avaliação completa da técnica inalatória, adesão, gatilhos ambientais e comorbidades como rinite, refluxo gastroesofágico e obesidade. Para pacientes com asma grave alérgica e IgE elevada que permanecem não controlados, o Omalizumabe, um anticorpo monoclonal anti-IgE, é uma terapia biológica estabelecida. Ele atua ligando-se à IgE livre, impedindo sua interação com os receptores de mastócitos e basófilos, o que reduz a liberação de mediadores inflamatórios e a frequência de exacerbações. Outras terapias biológicas, como os anti-IL-5 (mepolizumabe, reslizumabe) e anti-IL-5R (benralizumabe), são indicadas para asma eosinofílica, enquanto o dupilumabe (anti-IL-4/IL-13) atua em ambos os fenótipos Th2. A escolha da terapia biológica depende do fenótipo predominante do paciente.
As terapias biológicas devem ser consideradas em pacientes com asma grave que permanecem não controlados apesar do uso otimizado de corticoide inalatório em alta dose, beta-agonista de longa duração e manejo de comorbidades, e que apresentam fenótipos específicos (alérgico ou eosinofílico).
O Omalizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga à IgE livre, impedindo sua ligação aos receptores de alta afinidade nos mastócitos e basófilos. É indicado para pacientes com asma alérgica grave persistente, com IgE sérica elevada e que não respondem à terapia convencional.
Os critérios incluem asma alérgica grave persistente, idade ≥ 6 anos, IgE sérica total dentro de uma faixa específica (geralmente 30-700 UI/mL), teste cutâneo positivo para alérgenos perenes e sintomas não controlados apesar do tratamento otimizado.
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