Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
A Asma grave é definida como aquela que:
Asma grave = não controlada com tratamento máximo otimizado OU necessita dele para controle.
A asma grave é definida pela persistência de sintomas e/ou exacerbações, apesar do uso de tratamento máximo otimizado (incluindo altas doses de corticosteroides inalatórios e broncodilatadores de longa ação), ou pela necessidade desse tratamento intensivo para manter o controle da doença.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. A asma grave representa uma pequena, mas significativa, parcela dos pacientes asmáticos (5-10%), sendo responsável pela maior parte dos custos de saúde relacionados à asma, devido a exacerbações frequentes, hospitalizações e uso de medicamentos de alto custo. A correta definição e identificação da asma grave são fundamentais para direcionar o tratamento adequado e melhorar o prognóstico desses pacientes. A definição de asma grave, conforme as diretrizes da GINA (Global Initiative for Asthma), enfatiza que a doença permanece não controlada apesar de um tratamento máximo otimizado, ou que requer esse tratamento intensivo para evitar que se torne não controlada. Antes de classificar a asma como grave, é essencial excluir outras causas de sintomas respiratórios, verificar a adesão do paciente à medicação, a técnica inalatória e a presença de comorbidades que possam mimetizar ou agravar a asma (ex: DRGE, rinite, apneia do sono). Para residentes, o manejo da asma grave exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada. Após a otimização do tratamento convencional (CI em alta dose + LABA), a identificação de fenótipos específicos de asma grave (ex: eosinofílica, alérgica) é crucial para a escolha de terapias biológicas direcionadas. O acompanhamento regular, a educação do paciente e o plano de ação para exacerbações são pilares no cuidado desses pacientes complexos, visando reduzir a morbidade e melhorar a qualidade de vida.
A asma grave é definida como aquela que permanece não controlada apesar do tratamento máximo otimizado (incluindo altas doses de corticosteroides inalatórios e um segundo controlador, como um beta-2 agonista de longa ação) ou que requer esse tratamento para evitar que se torne não controlada.
O tratamento máximo otimizado geralmente inclui altas doses de corticosteroides inalatórios (CI), um beta-2 agonista de longa ação (LABA), e, em alguns casos, um antagonista de receptor de leucotrienos ou teofilina. A adesão ao tratamento e a técnica inalatória correta são cruciais para a otimização.
O diagnóstico de asma grave implica a necessidade de uma investigação mais aprofundada para fenótipos específicos, a consideração de terapias biológicas (como anti-IgE, anti-IL5, anti-IL4/IL13) e um acompanhamento mais rigoroso devido ao maior risco de exacerbações, hospitalizações e impacto na qualidade de vida.
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