SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
A MFC Lívia atende a gestante Maria, de 33 anos. Ela acabou de descobrir a gravidez e está com 12 semanas. Tem asma e atualmente utiliza apenas salbutamol inalatório quando em crise, o que ocorre cerca de 3 vezes por ano. Sobre o caso de Maria é correto afirmar:
Hipoxemia materna (<95% SatO2) em crise de asma é grave e pode causar hipoxemia fetal.
A manutenção da oxigenação materna é primordial no manejo da asma na gravidez. Uma saturação de oxigênio materna abaixo de 95% é um sinal de alerta, pois pode comprometer o suprimento de oxigênio para o feto, aumentando o risco de complicações fetais.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na gravidez, e seu manejo adequado é crucial para a saúde materno-fetal. O objetivo principal é manter a asma bem controlada, evitando exacerbações e garantindo uma oxigenação materna adequada, pois a hipoxemia materna é o fator de risco mais significativo para o feto. Durante uma crise de asma na gestação, a prioridade é restaurar a função pulmonar e a oxigenação materna. Uma saturação de oxigênio materna abaixo de 95% é um sinal de alerta, indicando hipoxemia que pode levar à hipoxemia fetal, com potenciais consequências graves como sofrimento fetal, restrição de crescimento e parto prematuro. Portanto, a monitorização da SatO2 e a intervenção rápida para mantê-la acima de 95% são essenciais. O tratamento da asma na gravidez segue princípios semelhantes aos de pacientes não grávidas, com preferência por medicamentos que tenham um bom perfil de segurança. Salbutamol é o broncodilatador de resgate de primeira linha. Corticoides inalatórios são a base do tratamento de manutenção para asma persistente e são considerados seguros na gravidez. A avaliação da função pulmonar pode ser útil, mas não é obrigatória para todos os casos de asma leve intermitente. A dose de ataque de corticoide sistêmico é reservada para exacerbações moderadas a graves, não sendo a primeira escolha para todas as exacerbações.
O principal objetivo é manter a asma bem controlada para garantir uma oxigenação materna adequada e, consequentemente, um suprimento de oxigênio suficiente para o feto, minimizando os riscos para ambos.
A asma não controlada na gestação pode levar a complicações maternas como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional e parto prematuro, e complicações fetais como restrição de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e hipoxemia fetal.
Corticoide inalatório deve ser introduzido se a asma for persistente (sintomas mais de 2 vezes por semana ou despertares noturnos mais de 2 vezes por mês), mesmo em gestantes. A dose é ajustada para a menor dose eficaz para o controle da doença.
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