Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Paciente 23 anos, com quadro de asma desde a infância, procurou o Pronto-Socorro com queixa de intensa falta de ar nos últimos três dias, despertando-o diversas vezes durante a noite e necessitando uso frequente de “bombinha”. Mãe refere internação prévia em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por crise de asma sendo a ultima passagem no PS há 3 meses. À admissão encontrava-se com frequência respiratória de 22 irpm, retração intercostal, e múrmurio vesicular diminuído globalmente com sibilos difusos. Assinale a alternativa correta baseada no caso acima, de qual dado indica maior risco para evolução desfavorável.
Asma: Internação prévia em UTI por exacerbação grave → maior risco de evolução desfavorável.
A história de exacerbação grave de asma, especialmente com necessidade de internação em UTI, é um dos mais fortes preditores de futuras crises graves e de risco de morte relacionado à asma. Este dado indica um controle inadequado da doença ou uma resposta deficiente à terapia padrão.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. O manejo adequado visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações, que podem ser graves e até fatais. A identificação de fatores de risco para desfechos desfavoráveis é crucial para estratificar pacientes e intensificar o tratamento. A história de exacerbações graves, particularmente aquelas que exigiram internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou intubação, é o fator de risco mais significativo para futuras crises graves e mortalidade relacionada à asma. Outros fatores incluem múltiplas visitas à emergência, uso excessivo de broncodilatadores de curta ação, má adesão ao tratamento, comorbidades e fatores psicossociais. Para residentes, é fundamental reconhecer esses marcadores de risco para otimizar o plano de tratamento, que pode incluir educação do paciente, revisão da técnica de inalação, ajuste da medicação controladora (corticoides inalatórios, broncodilatadores de longa ação) e, em casos selecionados, terapias biológicas. A vigilância contínua e a avaliação regular do controle da asma são essenciais para prevenir desfechos adversos.
Os principais indicadores incluem história de exacerbação grave prévia (especialmente com internação em UTI ou intubação), múltiplas visitas à emergência, uso excessivo de beta-agonistas de curta ação e comorbidades como doença psiquiátrica.
A internação prévia em UTI por asma indica que o paciente já teve uma crise com risco de vida, sugerindo uma doença mais grave, um controle inadequado ou uma resposta limitada à terapia, aumentando a probabilidade de eventos futuros semelhantes.
Embora a asma na infância seja um fator predisponente, a gravidade e o controle da doença ao longo da vida são mais determinantes para o risco de exacerbações graves em adultos do que apenas a idade de início.
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