SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Paciente de 10 anos, sexo masculino, com diagnóstico de asma desde os 4 anos de idade e histórico de 04 crises domiciliares com necessidade de ciclos de corticoide, sendo que em uma das crises, houve necessidade de internação em UTI no último ano. Há 01 ano, utiliza 1000 mcg de fluticasona + 100 mcg salmeterol de forma contínua. Nas últimas espirometrias, apresentou FEF1 pré e pós uso do broncodilatador de 60% e 68%, respectivamente. Diante do caso descrito, são considerados critérios para asma de difícil controle em crianças, EXCETO:
Asma de difícil controle em crianças: internação em UTI, uso de corticoide oral ≥ 2x/ano, FEF1 < 60% persistente, uso diário de beta-2 agonista.
A asma de difícil controle em crianças é definida por critérios específicos que indicam gravidade e risco de exacerbações, mesmo com tratamento otimizado. É crucial reconhecer esses critérios para escalonar a terapia e evitar desfechos adversos.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. A asma de difícil controle, ou asma grave, representa uma pequena parcela dos pacientes, mas é responsável pela maior parte dos custos e morbidade relacionados à doença. É caracterizada por sintomas persistentes e/ou exacerbações frequentes, apesar do tratamento otimizado com altas doses de corticosteroides inalatórios e um broncodilatador de longa duração. O diagnóstico de asma de difícil controle em crianças é baseado em critérios clínicos e funcionais. Inclui histórico de crise quase fatal, internação em UTI por asma no último ano, uso de dois ou mais ciclos de corticosteroides orais no último ano, uso diário de beta-2 agonista de curta ação e função pulmonar persistentemente comprometida (FEF1 < 60% do previsto), mesmo com tratamento adequado. A espirometria é fundamental para avaliar a função pulmonar e a resposta ao broncodilatador. O manejo da asma de difícil controle exige uma abordagem multidisciplinar, com otimização da terapia inalatória, identificação e tratamento de comorbidades, e consideração de terapias adicionais como imunobiológicos. O objetivo é alcançar o controle da doença, reduzir exacerbações e melhorar a qualidade de vida, minimizando os efeitos adversos da medicação. A educação do paciente e da família é um pilar fundamental do tratamento.
Os critérios incluem histórico de crise quase fatal, internação em UTI por asma no último ano, uso de dois ou mais ciclos de corticosteroides orais no último ano, uso diário de beta-2 agonista de curta ação e função pulmonar persistentemente comprometida (FEF1 < 60%).
A internação em UTI por asma é um forte indicador de asma grave e de difícil controle, refletindo um risco elevado de exacerbações futuras e desfechos adversos, sendo um critério chave para a classificação da gravidade da doença.
Um FEF1 persistentemente baixo (< 60% do previsto), mesmo com tratamento otimizado, é um critério de asma de difícil controle, indicando obstrução significativa das vias aéreas e um controle inadequado da doença.
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