Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2018
Uma paciente de dez anos de idade, portadora de asma brônquica sem seguimento especializado, foi levada à sala de emergência de um Pronto-Socorro (PS) com crise aguda de asma. Ao exame físico, a paciente estava sentada, consciente, em regular estado geral, com tiragem intercostal difusa e apresentava retração de fúrcula esternal, batimento de aletas nasais, diminuição de murmúrio vesicular bilateralmente, sibilos esparsos, FR de 30 inc/min, FC de 110 bpm e saturação periférica de oxigênio de 91%. O pediatra prescreveu sequência de três puffs de β-agonista em uma hora e corticoide, e monitorizou a paciente. Ao término da sequência de β-agonista, observou que não houve melhora clínica e a paciente piorou, apresentando FR de 40 inc/min, FC de 160 bpm e saturação de oxigênio de 89%, mantendo esforço respiratório importante e utilizando musculatura acessória. Solicitou então uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa CORRETA:
Asma grave refratária a broncodilatadores e corticoides → Asma crítica, com indicação de UTI e terapias avançadas.
A piora clínica progressiva de uma crise asmática, mesmo após terapia inicial com beta-agonistas e corticoides, caracteriza uma asma crítica. Nesses casos, a falha em responder ao tratamento convencional e a presença de sinais de insuficiência respiratória iminente justificam a internação em UTI para monitorização intensiva e uso de terapias adicionais.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e suas exacerbações agudas são uma causa comum de atendimento em emergências pediátricas. A identificação precoce da gravidade e a resposta ao tratamento inicial são cruciais para prevenir desfechos desfavoráveis. A asma crítica representa uma emergência médica, caracterizada pela falha em responder à terapia convencional e pela presença de sinais de insuficiência respiratória iminente, demandando intervenção imediata e intensiva. A fisiopatologia da asma aguda envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico de asma crítica é clínico, baseado na persistência ou piora dos sintomas e sinais de desconforto respiratório, mesmo após a administração de beta-agonistas e corticoides. A taquipneia, taquicardia, saturação de oxigênio persistentemente baixa e o uso de musculatura acessória são indicativos de gravidade. O tratamento da asma crítica exige uma abordagem multidisciplinar em ambiente de UTI. Além da oxigenoterapia e da continuação dos beta-agonistas (frequentemente contínuos) e corticoides sistêmicos, outras terapias incluem sulfato de magnésio intravenoso, aminofilina (em casos selecionados) e, se necessário, ventilação não invasiva ou intubação orotraqueal com ventilação mecânica. O prognóstico depende da rapidez e adequação do manejo, sendo fundamental a monitorização contínua e a pronta escalada terapêutica.
Sinais de asma crítica incluem piora progressiva do desconforto respiratório, taquipneia, taquicardia, saturação de oxigênio baixa (<92%), uso de musculatura acessória, diminuição do murmúrio vesicular e falha em responder à terapia inicial com broncodilatadores e corticoides.
O sulfato de magnésio intravenoso é indicado em crises asmáticas graves que não respondem à terapia inicial com beta-agonistas e corticoides, ou em pacientes com asma crítica, devido ao seu efeito broncodilatador e anti-inflamatório.
A asma grave é uma crise que requer tratamento intensivo, mas que geralmente responde à terapia padrão. A asma crítica é uma forma mais severa e refratária, com risco iminente de falência respiratória, exigindo internação em UTI e terapias avançadas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo