Asma em Pré-Escolares: Terapia de Controle e Crises

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2018

Enunciado

Pré-escolar de três anos apresenta episódios de tosse e sibilos, com frequência média de uma vez por semana, geralmente desencadeados por infecção de vias aéreas superiores. Nos últimos três meses, procurou a emergência duas vezes em episódios de dificuldade respiratória que melhorou após nebulização com beta-2 adrenérgicos associados a corticoide oral. A orientação terapêutica indicada para seguimento ambulatorial deste caso é:

Alternativas

  1. A) Beta-2 inalado nas crises e corticoide oral sempre que necessário.
  2. B) Beta-2 oral nas crises e corticoide oral sempre que necessário.
  3. C)  Beta-2 inalado nas crises e corticoide inalado na prevenção.
  4. D) Beta-2 oral nas crises e cromoglicato inalado na prevenção.

Pérola Clínica

Pré-escolar com asma persistente (sintomas semanais, 2+ emergências/3 meses) → Beta-2 inalado nas crises e corticoide inalado na prevenção.

Resumo-Chave

Um pré-escolar com episódios frequentes de tosse e sibilos, especialmente se necessita de atendimento de emergência, indica asma persistente. A terapia de controle para asma persistente em crianças inclui o uso regular de corticoides inalados na prevenção, enquanto os beta-2 agonistas de curta ação são usados para alívio das crises.

Contexto Educacional

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, e seu manejo adequado é essencial para garantir a qualidade de vida das crianças e prevenir complicações. Em pré-escolares, o diagnóstico pode ser desafiador, mas a presença de episódios recorrentes de tosse e sibilos, especialmente desencadeados por infecções virais e com resposta a broncodilatadores, sugere fortemente o diagnóstico. A classificação da gravidade da asma é crucial para definir a abordagem terapêutica. O caso descreve um pré-escolar com sintomas semanais e exacerbações que necessitaram de atendimento de emergência, indicando asma persistente. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. O tratamento visa controlar a inflamação e aliviar os sintomas. A orientação terapêutica para asma persistente em pré-escolares inclui o uso de medicação controladora diária, sendo o corticoide inalado a primeira escolha, para reduzir a inflamação e a frequência das crises. Os beta-2 agonistas de curta ação são utilizados apenas para o alívio rápido dos sintomas durante as crises. É fundamental educar os pais sobre a diferença entre a medicação de controle e a de resgate, e a importância da adesão ao tratamento preventivo para um bom controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como persistente em pré-escolares?

A asma é classificada como persistente em pré-escolares quando há sintomas frequentes (ex: mais de 2 vezes por semana), exacerbações que afetam a atividade ou sono, e necessidade de medicação de resgate regular. O histórico de duas ou mais visitas à emergência nos últimos três meses, como no caso, sugere asma persistente moderada a grave.

Qual a importância do corticoide inalado na prevenção da asma em crianças?

O corticoide inalado é a medicação de primeira linha para o controle da asma persistente em crianças. Ele atua reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, diminuindo a frequência e a gravidade das crises, melhorando a função pulmonar e prevenindo o remodelamento brônquico a longo prazo.

Quando se deve usar beta-2 agonistas de curta ação em crianças com asma?

Os beta-2 agonistas de curta ação (como o salbutamol) são medicações de resgate, utilizadas para aliviar os sintomas agudos das crises de asma, como tosse, sibilos e falta de ar. Eles promovem a broncodilatação rápida, mas não tratam a inflamação subjacente da doença.

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