HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
A asma é a doença crônica mais frequente na infância em todos os países do mundo. Trata-se de uma condição complexa, com interações genéticas e ambientais e cujo manejo não sofre modificações há várias décadas. Sobre a asma, assinale a alternativa CORRETA:
Asma controlada = ausência de sintomas diurnos/noturnos, sem limitações de atividades e sem necessidade de resgate.
A asma controlada é definida pela ausência de sintomas diurnos ou noturnos, nenhuma limitação das atividades diárias, ausência de necessidade de medicação de resgate e função pulmonar normal. O objetivo do tratamento da asma é atingir e manter esse controle, permitindo que a criança tenha uma vida plena e ativa.
A asma é a doença crônica mais prevalente na infância, afetando milhões de crianças globalmente. É uma condição inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível. O manejo adequado da asma é fundamental para garantir a qualidade de vida da criança, prevenir exacerbações e evitar o remodelamento das vias aéreas. Para residentes e estudantes, compreender os critérios de controle e as opções terapêuticas é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas.
A asma é considerada controlada em crianças quando não há sintomas diurnos ou noturnos, nenhuma limitação das atividades diárias, nenhuma necessidade de medicação de resgate, e a função pulmonar (se avaliável) está normal. Além disso, não deve haver exacerbações ou hospitalizações relacionadas à asma.
A espirometria é a ferramenta padrão-ouro para o diagnóstico de asma em crianças maiores de 5-6 anos, demonstrando obstrução reversível das vias aéreas. Em crianças menores de 5 anos, o diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na resposta ao tratamento, pois a espirometria é difícil de ser realizada de forma confiável nessa faixa etária.
Na asma mal controlada, a primeira etapa é revisar a técnica inalatória e a adesão ao tratamento. Se a técnica estiver correta, a conduta é geralmente aumentar a dose dos corticosteroides inalados (CI) ou adicionar um beta-2 agonista de longa ação (LABA) em crianças maiores de 4 anos, ou um antagonista dos receptores de leucotrienos, conforme as diretrizes de tratamento escalonado.
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