UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2018
Criança, 4 anos, dá entrada no Pronto Socorro com súbito de desconforto respiratório. Apresenta esses episódios desde os dois anos de idade, em média 4 a 5 vezes ao ano, sendo que por duas oportunidades permaneceu internado por 3 dias. Após os atendimentos anteriores, recebia orientação de usar Salbutamol e Prednisolona por 1 semana, não apresentando sintomas entre as crises. Ao exame físico, encontra-se taquidispneica com tiragens intercostais e retração de fúrcula, acianótica, afebril, perfusão periférica adequada, murmúrio vesicular presente, porém difusamente diminuído, e sibilos expiratórios importantes. Qual o diagnóstico e conduta apropriados?
Criança com sibilância recorrente (>3 episódios/ano), resposta a broncodilatador/corticoide → Asma brônquica. Tratar crise + manter corticoide inalatório.
O quadro de sibilância recorrente (4-5 episódios/ano desde os 2 anos), com resposta a broncodilatadores e corticoides sistêmicos, e ausência de sintomas entre as crises, é altamente sugestivo de asma brônquica. A conduta na crise inclui broncodilatador e corticoide oral, e na alta, a introdução de corticoide inalatório para controle da doença de base.
A asma brônquica é a doença crônica mais comum na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, levando a episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse. O diagnóstico em crianças pequenas pode ser desafiador, mas a história de sibilância recorrente, especialmente com fatores atópicos e resposta a broncodilatadores, é altamente sugestiva. A fisiopatologia da asma envolve uma resposta inflamatória complexa que leva ao broncoespasmo, edema da mucosa e produção de muco, resultando em obstrução reversível do fluxo aéreo. As crises são frequentemente desencadeadas por infecções virais, alérgenos ou irritantes. A avaliação da gravidade da crise é crucial para guiar o tratamento. O manejo da asma inclui o tratamento das crises agudas e a terapia de controle a longo prazo. Na crise, broncodilatadores de curta ação (como salbutamol) e corticoides sistêmicos (orais) são a base. Para o controle, os corticoides inalatórios são a medicação de escolha, reduzindo a inflamação crônica e prevenindo exacerbações. Um plano de ação individualizado e o seguimento ambulatorial são essenciais para o manejo adequado da asma.
Sibilância recorrente (mais de 3 episódios por ano), história familiar de atopia, resposta a broncodilatadores e corticoides, e ausência de outras causas para a sibilância são critérios importantes para o diagnóstico de asma.
Na crise, administrar salbutamol inalatório para broncodilatação e corticoide oral para reduzir a inflamação. Em casos mais graves, oxigenioterapia e monitorização contínua são necessárias para estabilização.
O corticoide inalatório é a medicação de controle mais eficaz, agindo na inflamação crônica das vias aéreas, prevenindo crises, melhorando a função pulmonar e a qualidade de vida, devendo ser usado continuamente.
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