Diagnóstico de Asma e Sibilância Recorrente na Infância

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Criança com seis anos de idade compareceu ao pronto socorro com história de obstrução nasal, coriza, espirros e tosse há cinco dias. Teve febre nos dois primeiros dias, mas depois cessou. Há 2 dias evoluiu com piora da tosse e começou a apresentar dispneia. Ao exame físico estava com ausculta pulmonar com sibilos com discreta tiragem subcostal, FR:35 irpm e-SpO₂: 94% Tem histórico prévio de episódios de tosse, sibilância e dispneia desde os três anos de idade, com cerca de quatro episódios por ano, que costumam ser desencadeados por quadros virais, mudança climática, fumaça, poeira e mofo. Qual é a conduta para concluir o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Gasometria arterial.
  2. B) Desnecessário solicitar exames.
  3. C) Hemograma.
  4. D) Radiografia de tórax.

Pérola Clínica

Diagnóstico de asma em crianças < 6 anos é clínico → História de sibilância recorrente + melhora com broncodilatador.

Resumo-Chave

Em quadros típicos de sibilância recorrente desencadeados por gatilhos clássicos, exames complementares são desnecessários para o diagnóstico inicial.

Contexto Educacional

A asma é a doença crônica mais comum na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O diagnóstico em pré-escolares é desafiador, pois a espirometria raramente é viável nessa faixa etária. Portanto, a anamnese detalhada focada na recorrência dos sintomas e na presença de fatores de risco é a ferramenta diagnóstica mais poderosa. O tratamento baseia-se no controle da inflamação com corticoides inalatórios e no alívio dos sintomas com broncodilatadores de curta ação. A educação da família sobre a técnica inalatória correta (uso de espaçadores) e a evitação de gatilhos ambientais são pilares fundamentais para reduzir a morbidade e as idas ao pronto-socorro.

Perguntas Frequentes

Quando solicitar exames complementares na suspeita de asma infantil?

Exames complementares como radiografia de tórax, hemograma ou testes alérgicos não são necessários para o diagnóstico de asma em crianças com história clínica clássica de sibilância recorrente e resposta a broncodilatadores. O RX de tórax deve ser solicitado apenas se houver suspeita de diagnósticos diferenciais (como corpo estranho ou malformações), complicações (pneumonia ou pneumotórax) ou se a criança não responder ao tratamento inicial da crise.

Quais são os principais gatilhos para crises de asma em crianças?

Os gatilhos mais comuns incluem infecções virais das vias aéreas superiores (como rinovírus), exposição a alérgenos (poeira, mofo, pelos de animais), mudanças climáticas bruscas, fumaça de cigarro, poluição ambiental e exercício físico. A identificação desses fatores é crucial para o manejo preventivo e controle da doença a longo prazo.

Como diferenciar sibilância transitória de asma?

A sibilância transitória geralmente ocorre apenas durante infecções virais nos primeiros anos de vida e desaparece por volta dos 3 anos. Já a asma é sugerida por sibilância recorrente (mais de 3 episódios por ano), sintomas persistentes entre as crises, história pessoal de atopia (dermatite atópica, rinite) ou história familiar de asma em parentes de primeiro grau.

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