SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Felipe de 9 anos em uso de corticoide inalado em baixa dose, na consulta com o pediatra geral, relata que, no último mês, apresentou dificuldade para dormir e precisou interromper sua participação no campeonato de futebol da escola. Tem levado o salbutamol inalatório para a escola e usou quase diariamente, embora mantenha a função pulmonar normal. Não precisou procurar atendimento médico em nenhum momento. O exame físico da criança era normal no momento da consulta. Qual sua orientação à família, além de reforçar o controle ambiental?
Asma não controlada com CI dose baixa → Associar LABA (Step 3).
O uso frequente de medicação de resgate e a limitação de atividades indicam asma não controlada, exigindo o escalonamento terapêutico conforme o GINA.
O manejo da asma em pediatria é dinâmico e baseado no ciclo 'Avaliar - Ajustar - Revisar'. No caso apresentado, o paciente apresenta sintomas diários e limitação de atividades, o que o classifica como asma não controlada apesar do uso de CI em dose baixa. As diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma) para crianças de 6 a 11 anos sugerem que, antes de aumentar para doses altas de corticoide, deve-se otimizar a terapia combinada (CI + LABA). A educação da família sobre o controle ambiental e a técnica inalatória correta são passos obrigatórios antes de qualquer mudança farmacológica.
Os sinais de asma não controlada incluem: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de resgate (SABA) mais de duas vezes por semana e qualquer limitação de atividade física causada pela doença.
Para crianças acima de 6 anos que não atingiram o controle com corticoide inalado (CI) em dose baixa (Step 2), o Step 3 recomenda preferencialmente a associação de um Beta-2 agonista de longa duração (LABA) ao CI em dose baixa ou aumentar a dose do CI para média.
Sim, extremamente. O uso frequente de SABA (como o salbutamol) está associado à dessensibilização dos receptores beta e ao aumento da inflamação das vias aéreas, elevando o risco de exacerbações graves e morte, independentemente da função pulmonar basal.
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