UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Menino, 2 anos e 2 meses de idade, apresentou, nos últimos 8 meses, 6 episódios de tosse acompanhada de chiado no peito e falta de ar sendo dois deles desencadeados por resfriado e, os outros, por mudança de tempo ou inalação de pó. Os episódios duraram 7 a 15 dias e, entre eles, a criança mantinha tosse noturna pelo menos 1 vez por semana. Todos eles foram tratados no PS com jatos de salbutamol spray oral, com boa resposta, e a medicação era mantida em uso domiciliar por 5 dias. Apresenta pele seca e prurido em dobras. Antecedentes familiares positivos para doenças alérgicas. Qual é a conduta medicamentosa mais indicada para a manutenção e nas crises?
Sibilância recorrente + Atopia → Manutenção: Corticoide Inalatório (dose baixa) | Crise: SABA.
Para crianças com sibilância recorrente e sinais de atopia (asma), o tratamento de manutenção padrão é o corticoide inalatório em dose baixa para controle da inflamação das vias aéreas.
O diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos é eminentemente clínico, baseado no padrão de sibilância recorrente, resposta a broncodilatadores e presença de fenótipo atópico (dermatite atópica, rinite ou história familiar). O caso clínico descreve um 'lactente sibilante' com sintomas persistentes (tosse noturna) e gatilhos variados, preenchendo critérios para asma. O tratamento visa o controle da inflamação crônica das vias aéreas. O corticoide inalatório em dose baixa é a terapia preferencial por sua eficácia e segurança. O uso de beta-2 agonistas de longa duração (LABA) não é recomendado como monoterapia e geralmente não é a primeira escolha em crianças tão jovens sem antes otimizar o corticoide. O manejo correto reduz o risco de exacerbações graves e melhora a qualidade de vida da criança.
O tratamento de manutenção (etapa 2 do GINA) é indicado se os sintomas forem frequentes (mais de 2 vezes por mês), se houver despertares noturnos por asma, necessidade frequente de medicação de alívio ou se o paciente apresentar exacerbações graves.
A primeira linha é o corticoide inalatório (CI) em dose baixa (ex: fluticasona ou beclometasona via espaçador). Alternativamente, em casos específicos, podem-se usar antagonistas dos receptores de leucotrienos (montelucaste).
A crise deve ser tratada com beta-2 agonista de curta duração (SABA), como o salbutamol, via spray com espaçador. Se não houver resposta rápida ou se a crise for grave, a criança deve ser levada imediatamente ao serviço de emergência.
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