Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
Lactente de 16 meses é internado, devido a segundo episódio de sibilância (primeiro episódio aos 12 meses de idade), com taquipneia, esforço respiratório, tempo expiratório prolongado e sibilos expiratórios difusos, com resposta a beta 2 agonistas de curta duração. Segundo a mãe, o quadro iniciou após episódio de resfriado comum. Lactente previamente hígido, com teste do pezinho normal, sem internações, bom ganho pondero estatural. Pais e irmão possuem histórias de sibilância. Ao exame físico, exceto pelo aparelho respiratório, sem alterações. Sobre o quadro descrito, assinale a alternativa CORRETA:
Lactente + sibilância recorrente + resposta a β2 + história familiar = Asma (diagnóstico clínico).
Em crianças menores de 5 anos, o diagnóstico de asma é eminentemente clínico, baseado na recorrência dos sintomas, resposta ao tratamento e história familiar de atopia.
A sibilância recorrente no lactente é um desafio diagnóstico, pois muitos 'sibilantes transitórios' param de apresentar sintomas na idade escolar. No entanto, o quadro descrito (dois episódios, resposta a broncodilatador e forte história familiar) preenche critérios para o diagnóstico clínico de asma brônquica, conforme as diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma). O manejo inicial foca no controle da inflamação das vias aéreas e alívio de broncoespasmos. Em lactentes com episódios frequentes ou graves, o uso de corticosteroides inalatórios em baixas doses é a terapia de manutenção preferencial. A educação da família sobre gatilhos ambientais e a técnica correta de uso dos inaladores com espaçadores é fundamental para o sucesso do tratamento.
Não. A espirometria exige cooperação do paciente para realizar manobras de expiração forçada, o que geralmente só é possível a partir dos 5 ou 6 anos de idade. Em lactentes, o diagnóstico de asma é clínico e baseado no Índice de Predição de Asma (IPA) ou critérios semelhantes.
Fatores de risco maiores incluem história parental de asma e dermatite atópica na criança. Fatores menores incluem rinite alérgica, sibilância sem resfriado e eosinofilia periférica (≥ 4%). A resposta clínica positiva ao uso de broncodilatadores (beta-2 agonistas) também é um forte indicador.
Exames como radiografia de tórax, teste do suor ou ecocardiograma devem ser reservados para casos com sinais de alerta ('red flags'), como falha no crescimento, sibilância desde o nascimento, sintomas persistentes sem melhora com medicação ou sinais de aspiração de corpo estranho.
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