Achados Radiológicos na Crise de Asma Infantil

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024

Enunciado

Menino, 6 anos de idade, é trazido ao consultório com história de episódios recorrentes de tosse seca, especialmente à noite, e sibilância ocasional nos últimos 6 meses. Há 2 semanas esses sintomas se intensificaram, acompanhados de dispneia leve associada aos esforços físicos. Nega febre e apresenta expectoração de caráter mucóide, eventual. O pai menciona que há um histórico de asma na família. Ao exame físico, notam-se sibilos expiratórios bilaterais.Indique o achado radiológico mais característico para o caso, no momento de uma crise:

Alternativas

  1. A) Infiltrados alveolares.
  2. B) Retificação dos arcos costais e diafragma.
  3. C) Broncograma aéreo.
  4. D) Pneumatoceles.

Pérola Clínica

Crise de asma → Hiperinsuflação → Retificação diafragmática + ↑ Espaços intercostais + Coração em gota.

Resumo-Chave

A asma é uma patologia obstrutiva que causa aprisionamento de ar; durante a exacerbação, o sinal radiológico clássico é a hiperinsuflação pulmonar.

Contexto Educacional

A asma brônquica é a doença crônica mais prevalente na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O quadro clínico de tosse seca, sibilância e dispneia, especialmente com padrão sazonal ou desencadeado por alérgenos e exercícios, é altamente sugestivo. O diagnóstico em crianças acima de 6 anos pode ser confirmado por espirometria demonstrando limitação ao fluxo aéreo reversível com broncodilatador. Durante uma exacerbação aguda, o foco do exame físico é avaliar a gravidade através do uso de musculatura acessória, fala e saturação de oxigênio. A radiografia, embora frequentemente realizada, costuma mostrar apenas sinais de aprisionamento aéreo. O tratamento baseia-se no uso de beta-2 agonistas de curta duração e, dependendo da gravidade, corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência precoce.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de hiperinsuflação no RX de tórax?

Os sinais clássicos de hiperinsuflação pulmonar na radiografia de tórax incluem a retificação (achatamento) das cúpulas diafragmáticas, o aumento dos espaços intercostais, a horizontalização dos arcos costais, o aumento da transparência pulmonar (hipertransparência) e, por vezes, a redução da silhueta cardíaca, configurando o chamado 'coração em gota'. Esses achados refletem o aprisionamento de ar distal devido à obstrução das vias aéreas inferiores.

Quando solicitar radiografia de tórax na asma?

A radiografia de tórax não é recomendada rotineiramente para o diagnóstico ou manejo da crise de asma simples. Ela deve ser solicitada apenas quando houver suspeita de complicações, como pneumotórax, pneumomediastino ou atelectasias, ou para excluir diagnósticos diferenciais como pneumonia (presença de febre persistente e estertores localizados) ou aspiração de corpo estranho (sibilância localizada e assimétrica).

Qual a fisiopatologia da sibilância na asma?

A sibilância na asma decorre da redução do calibre das vias aéreas inferiores devido a um tripé fisiopatológico: broncoespasmo (contração da musculatura lisa brônquica), edema da mucosa e hipersecreção de muco. Durante a expiração, a pressão intratorácica positiva colapsa ainda mais essas vias estreitadas, gerando o fluxo turbulento que produz o som musical característico do sibilo.

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